Presidente se reuniu com Alckmin, Miriam e Durigan nesta 3ª feira (28.abr) para tratar do programa de renegociação de dívidas
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer lançar o programa Desenrola 2 antes de 1º de maio. Na manhã desta 2ª feira (28.abr.2026), o petista se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Miriam Belchior (Casa Civil) e Dario Durigan (Fazenda) para tratar do programa de renegociação de dívidas.
A proposta visa simplificar a negociação de dívidas e evitar um novo ciclo de inadimplência. O programa mira débitos de cartão de crédito, crédito pessoal sem garantia e cheque especial.
Na 2ª feira (27.abr), o ministro da Fazenda afirmou que o novo Desenrola pode garantir até 90% de desconto sobre débitos. Segundo Durigan, “com um desconto amplo, você pode ter uma dívida de R$ 10 mil reduzida para algo próximo de R$ 1.000, com juros muito menores”.
O Planalto também avalia o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a quitação de dívidas. O ministro Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) já disse que o uso do fundo como garantia no Crédito do Trabalhador só estará disponível em junho.
Além disso, débitos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) também devem entrar no novo programa. Lula já cobrou a inclusão das dívidas estudantis no Desenrola. Declarou: “Vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento, porque não dá para tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”.
O programa terá prazo limitado, com esforço concentrado depois do anúncio presidencial. Também haverá medidas de educação financeira e compromisso dos bancos com melhores práticas de concessão de crédito.



