Flávio afirma que “nenhum candidato” vai cortar o Bolsa Família

Pré-candidato à Presidência apresentou proposta para manter o benefício e criar uma plataforma de inclusão produtiva

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na 4ª feira (15.jul.2026), durante entrevista ao Flow Podcast, que nenhum candidato à Presidência da República vai cortar o Bolsa Família.  

A declaração integra um conjunto de propostas que Flávio apresentou para a área social em um eventual governo. O senador defendeu a manutenção do benefício e anunciou a criação de uma plataforma digital voltada à inclusão produtiva dos beneficiários. 

“Você que recebe Bolsa Família, eu vou manter o Bolsa Família, nenhum candidato vai cortar a Bolsa Família”, disse Flávio. 

A proposta central do pré-candidato à Presidência projeta uma plataforma para conectar beneficiários de programas sociais a serviços públicos, cursos de qualificação e linhas de microcrédito. Segundo Flávio, o objetivo é permitir que os beneficiários busquem autonomia financeira sem perder imediatamente o auxílio ao dar os primeiros passos no mercado de trabalho ou no empreendedorismo. 

“Você que recebe o Bolsa Família, você conseguiu um emprego de carteira assinada, ou você abriu a sua própria empresa, a sua MEI, você não vai perder o seu Bolsa Família”, afirmou. 

O senador também defende que o Estado deve funcionar como uma rede de proteção para evitar que as pessoas retornem a situações de vulnerabilidade. Para ilustrar, citou o caso de alguém que vive de renda informal e sofre um acidente. 

“Se ela está ganhando a vida agora, recebe Bolsa Família, está ganhando a vida vendendo suco de laranja no sinal de trânsito. Se ela por acaso sofre um acidente e não pode trabalhar, ela vai voltar para o Bolsa Família”, afirmou. 

“A gente tem que entender que essa pessoa não pode voltar àquela situação de miserabilidade que ela tinha antes de receber o Bolsa Família, que o Estado tem que abraçar essa pessoa”, disse. 

A plataforma também ofereceria incentivos para qualificação e educação financeira. Flávio mencionou ainda a concessão de microcrédito a pequenos empreendedores por meio do sistema; usou como exemplo uma manicure que deseja formalizar o próprio negócio. 

“Ela vai saber como fazer nessa plataforma e ela vai ter um microcrédito ali aprovado nessa plataforma a juro baixo para ela poder caminhar com as próprias pernas, para parar de depender do governo”, declarou. 

“Se ele fez um curso de qualificação, toma aqui um cashback para você se estimular a fazer esse curso de qualificação”, afirmou, ao detalhar o mecanismo de incentivos. 

Flávio atribuiu à Caixa Econômica Federal um papel central em sua proposta. “A Caixa Econômica Federal vai ser o Itaú da periferia ou o Itaú da favela no Rio de Janeiro”, disse. O senador também voltou a afirmar que o Pix foi criado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e relacionou a ferramenta à inclusão bancária de beneficiários de programas sociais. 


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