Medida bloqueia todas as propriedades da companhia e proíbe transações com cidadãos americanos e estrangeiros
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, bloqueou nesta 4ª feira (11.jun.2026) todos os ativos da Cupet, companhia estatal de petróleo e gás de Cuba, em território americano. O Departamento do Tesouro do país acusa a companhia de deter ativos expropriados ilegalmente de proprietários americanos no passado.
A designação determina que todas as propriedades e interesses em propriedades da Cupet localizados nos Estados Unidos ou sob posse de cidadãos norte-americanos fiquem bloqueados. Estrangeiros que realizem transações com a empresa também correm risco de sanções.
As restrições incluem a realização de qualquer contribuição ou provisão de fundos, bens ou serviços por, para ou em benefício de qualquer pessoa bloqueada. O recebimento de qualquer contribuição ou provisão de fundos, bens ou serviços de tais pessoas também está proibido.
O governo dos Estados Unidos também acusa o governo cubano de utilizar a energia como “ferramenta de repressão e cleptocracia”. Segundo as autoridades norte-americanas, a família Castro desvia recursos energéticos para benefício próprio.
SANÇÕES CONTRA CUBA
A medida faz parte de uma série de restrições contra a ilha. Em 20 de maio, o governo norte-americano indiciou o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, pelo abate de duas aeronaves de um grupo de cubanos exilados, em 24 de fevereiro de 1996.
Em resposta, Havana classificou a acusação como parte de “tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta no esforço de justificar a punição coletiva e impiedosa contra o nobre povo cubano, por meio do reforço das medidas coercitivas unilaterais, incluindo o bloqueio energético injusto e genocida e as ameaças de agressão armada”.
A ação do governo americano visa a atingir a capacidade do país de comercializar energia. Apesar de questionaram o uso da energia cubana, os próprios Estados Unidos bloquearam a chegada de petróleo na ilha, provocando uma série de apagões.
O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), intensifica as sanções contra a ilha desde janeiro de 2026. Cortou as remessas de petróleo venezuelano e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha.
Com as sanções norte-americanas, a crise energética obriga os cubanos a recorrerem a métodos alternativos para sobreviver, como o uso de carvão, mesmo estando próximos a uma das maiores usinas termelétricas do país. As medidas aumentam a pressão sobre uma economia que já enfrentava dificuldades.



