Reunião teve debates sobre apoio à Ucrânia, minerais críticos e segurança econômica global em meio a tensões com a Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou em tom de brincadeira nesta 4ª feira (17.jun.2026) a líderes do G7 que é o “chefe”, durante uma sessão da cúpula realizada na França. O encontro foi marcado por discussões sobre a guerra na Ucrânia, segurança econômica e minerais críticos.
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, Trump chegou com quase uma hora de atraso à 1ª reunião do dia e, ao entrar no salão, reclamou do calor no ambiente. Em seguida, ao se dirigir ao seu assento na mesa principal, fez comentários em tom bem-humorado ao assumir a posição de destaque.
“Eu sou o chefe”, disse Trump a líderes presentes e a jornalistas que tiveram acesso temporário à sala, durante uma breve aparição da imprensa na sessão, que não era aberta ao público.
A sessão do G7 teve como foco temas relacionados à segurança econômica global, incluindo cadeias de suprimento de minerais estratégicos e desequilíbrios no comércio internacional. O encontro se dá em meio aos esforços dos países aliados para reforçar posições comuns sobre a guerra na Ucrânia e novas medidas de pressão contra a Rússia.
O grupo também discutiu a guerra no Leste Europeu depois da divulgação de uma declaração conjunta dos líderes que reforça o apoio a Kiev. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), participou das negociações com o objetivo de ampliar o respaldo político e militar dos aliados ocidentais.
Além da guerra na Ucrânia, a cúpula abordou o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã, anunciado na véspera do encontro. Os líderes discutiram medidas para diversificar cadeias de energia e reduzir a dependência de rotas estratégicas, como o estreito de Ormuz.
O encontro incluiu ainda propostas voltadas à redução da dependência ocidental de minerais críticos produzidos na China, diante das preocupações com restrições às exportações e impactos nas cadeias industriais globais. A União Europeia defende medidas para ampliar investimentos e fortalecer cadeias de suprimento fora do controle chinês.
As discussões avançaram também sobre desequilíbrios no comércio global e os impactos do avanço da inteligência artificial, com foco na regulação, na responsabilização de sistemas automatizados e nos efeitos sobre a circulação de informações.



