Deputada afirma que via foi reservada para bolsonaristas, mas não fala que grupo pode ter reservado o local antes
A deputada Erika Hilton (Psol-SP) afirmou neste domingo (26.abr.2026) que o governo de São Paulo tentou “impedir trabalhadores” de realizarem uma manifestação na av. Paulista em 1º de maio, Dia do Trabalhador. O ato reivindicaria o fim da jornada de trabalho 6 X 1. Segundo a congressista, a via já está reservada para “lideranças bolsonaristas”.
No Instagram, alguns perfis estão convocando para o ato. Um deles é o Patriotas do QG. Eis a pauta divulgada do ato: “Flávio presidente, Bolsonaro livre e Supremo é o povo”.

Hilton não diz em seu post que o grupo simpático ao ex-presidente pode ter solicitado a reserva do local antes de movimentos sindicais.
Ela culpou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Afirmou também que a intenção é “enfraquecer a luta” de trabalhadores e fazer com que os jornais destaquem “bolsonaristas pedindo a liberdade para um golpista condenado”.
De acordo com a deputada, o ato do 1º de Maio será na praça Roosevelt, a partir das 9h.

O Poder360 procurou as assessorias de imprensa do governo de São Paulo e da Prefeitura de São Paulo para pedir mais informações sobre a solicitação de reserva av. Paulista e perguntar se gostariam de se manifestar sobre as críticas da deputada. Em resposta a assessorias de imprensa do governo de São Paulo afirmou que a Polícia Militar do Estado seguiu “critérios previamente estabelecidos”.
Leia a nota completa:
“A Polícia Militar informa que atua de forma técnica e isonômica no planejamento de eventos em vias públicas, seguindo critérios previamente estabelecidos que visam assegurar, simultaneamente, o direito constitucional à livre manifestação e a segurança de todos os envolvidos.
“Para as atividades previstas no dia 1º de maio, será elaborado planejamento operacional específico, com base nas solicitações formalizadas e nos parâmetros legais vigentes. A Corporação ressalta que não há distinção quanto à natureza, pauta ou representatividade dos organizadores, sendo adotados os mesmos critérios para análise e organização de todos os eventos.
“O planejamento contemplará o reforço do policiamento preventivo e ostensivo, além da atuação integrada com órgãos municipais e estaduais, com o objetivo de garantir a ordem pública, a mobilidade urbana e a segurança dos manifestantes e da população em geral”.



