Resultados da avaliação do Estado mostram que estudantes recuperaram níveis pré-pandemia e tiveram recorde em matemática
O investimento do Governo de São Paulo na educação e a adoção de políticas públicas baseadas em dados têm melhorado a rede pública de ensino. Dados de 2025 do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e do programa Alfabetiza Juntos SP mostram que as políticas estaduais possibilitaram a recuperação dos patamares de desempenho do período pré-pandemia.
No Saresp, houve um aumento médio de 15% no desempenho em todas as disciplinas avaliadas, em relação a 2024. Já o desempenho dos alunos em matemática foi o melhor da série histórica, com destaque para o crescimento nos 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental:
- 9º ano – média de 260,3 pontos, com alta de 11,8 pontos em relação a 2024 e de 14 pontos na comparação com 2023;
- 5º ano – média de 236,3 pontos, com crescimento de 13,8 pontos em 1 ano e de 21 pontos desde 2023; e
- 2º ano – média de 200,8 pontos, 33 acima do registrado em 2023.
O desempenho dos estudantes em português também melhorou nessas 3 séries, confirmando a recuperação da aprendizagem. A média em língua portuguesa no 2º ano, ligado ao período de alfabetização, por exemplo, foi de 191,7 pontos e representou 17 pontos a mais do que o registrado em 2023.
No último ano, o Saresp teve adesão recorde de 85,5% nas 3 séries do ensino médio. Aplicado desde 1996, o exame também abrange os alunos do 2º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental.
O resultado das provas permite medir a evolução da aprendizagem ao longo do tempo e orienta políticas públicas. O objetivo é obter informações consistentes, periódicas e comparáveis sobre a escolaridade na rede pública do Estado.
Avanços na alfabetização
O Alfabetiza Juntos SP, por sua vez, visa a garantir a fluência em leitura e escrita das crianças até os 7 anos de idade. A iniciativa unificou as diretrizes de ensino nos anos iniciais, feito em colaboração com os municípios. Atualmente, a ação está em todas as 645 cidades paulistas.
O programa garantiu ao Estado o selo ouro na 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, do MEC (Ministério da Educação). O reconhecimento dado em fevereiro deste ano (2026) considerou o desempenho de 2024.
A fim de potencializar os efeitos da medida, o governo do Estado ampliou o investimento no Alfabetiza Junto SP para R$ 500 milhões em 2025, ou seja, R$ 200 milhões a mais sobre o valor destinado no ano anterior. O aporte reflete nos resultados obtidos na rede estadual, como:
- aumento de 15% no número absoluto de estudantes leitores em 2025, totalizando cerca de 330 mil alunos;
- maior abrangência ao avaliar 432,4 mil estudantes em todos os municípios paulistas; e
- consolidação do índice de 76,5% de alunos leitores na idade certa, reforçando a eficácia do regime de colaboração entre o Estado e as prefeituras.
Por meio do programa, materiais de apoio ao Currículo Paulista foram adotados por 572 municípios. Além disso, o Estado capacitou docentes em 636 cidades, abrangendo 61.900 professores e 8.300 gestores municipais.
Segundo a Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo), a meta atual da gestão é alcançar 90% de crianças leitoras na idade certa até o fim deste ano e manter o Estado na rota para receber uma nova certificação do MEC em 2027.
Leia o infográfico sobre os avanços de São Paulo na educação.

Além das métricas nacionais, a política de alfabetização paulista recebeu validação internacional. Em dezembro, o programa Alfabetiza Juntos SP foi reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, na sigla em inglês) por integrar o modelo Care-Know-Do (cuidar-saber-fazer, em tradução livre).
O conceito foi desenvolvido no Reino Unido, no âmbito da iniciativa europeia Connect, de escolarização aberta e inclusiva. A metodologia tem 3 pilares: o cuidado para garantir a aprendizagem de todos (care); o uso de estratégias baseadas em evidências científicas (know); e o incentivo para os alunos conectarem a alfabetização a situações reais do dia a dia (do).
A Unesco classificou a abordagem paulista como uma “contribuição relevante” para o avanço do ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) 4 da ONU (Organizações das Nações Unidas), referente à educação de qualidade.
Uso de dados para as políticas de base
O resultado da educação em São Paulo está ligado ao investimento do Estado em políticas públicas baseadas em dados, além do uso de inovação e tecnologia. Recentemente, a rede pública estadual ampliou o tempo de cada aula de 45 para 50 minutos e instituiu professores tutores em 600 escolas para turmas de até 15 alunos.
O governo também disponibiliza plataformas virtuais de aprendizado. A ferramenta digital Elefante Letrado, de incentivo à leitura, está presente em 510 municípios. Já a plataforma gamificada Matific está disponível em 275 cidades para apoiar o aprendizado em matemática. No total, foi acessada por 1,8 milhão de estudantes de diferentes séries.
O investimento resultou aumento da frequência escolar. As 5.000 escolas da rede estadual registraram uma taxa média de frequência de 91,1% em 2025. O índice representa quase 10 pontos percentuais acima da taxa registrada em 2023, quando a presença média foi de 82,5%.
O monitoramento é feito pelo painel Aluno Presente, alimentado pelos diários de classe digitais, e pela atualização das regras da Busca Ativa, que obriga as escolas a contatarem os responsáveis pelo aluno depois de 3 faltas consecutivas do estudante.
As famílias também integram esse processo por meio do aplicativo Sala do Futuro. Lançado em março de 2025, o app permite consultar frequência, justificar ausências e acessar boletins. Até o momento, 580 mil responsáveis usaram a ferramenta, cuja navegação não consome dados móveis em operadoras de telefonia parceiras.
Ainda para combater a evasão escolar, o Estado investe em ações de atratividade. No ensino médio, por exemplo, a inclusão de disciplinas como educação financeira, oratória e empreendedorismo, aliada à ampliação das vagas de ensino médio técnico e ao programa Beem (Bolsa Estágio Ensino Médio), aumentou o engajamento dos adolescentes.
Para consolidar as iniciativas, o Governo de São Paulo atrelou a evolução da frequência escolar e do desempenho no Saresp à remuneração dos profissionais. Em 2026, o Estado liberou o pagamento de R$ 1 bilhão em bônus a 188 mil servidores. É o maior valor dos últimos 10 anos e materializa a conversão dos dados em valorização da carreira pública educacional.
Este conteúdo foi produzido em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. As informações e os dados divulgados são de total responsabilidade do autor.



