Eduardo Bolsonaro recebe autorização para morar permanentemente nos EUA

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em fevereiro do ano passado e entrou nos Estados Unidos utilizando um visto de turista, com validade apenas de 6 meses

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu autorização para residir permanentemente nos Estados Unidos. O Green Card foi concedido pelo governo norte-americano neste mês, após o político, que está no país desde fevereiro do ano passado, cumprir as exigências necessárias para a obtenção do documento.

A residência permanente permite que o beneficiário permaneça nos Estados Unidos por tempo indeterminado e tenha autorização para trabalhar e estudar legalmente no país. O processo para obter o documento pode ser longo e exige a comprovação de uma série de critérios estabelecidos pelas autoridades americanas.

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Governo Trump concede Green Card ao Eduardo Bolsonaro após 1 ano e 5 meses nos EUAFoto: Reprodução

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Eduardo Bolsonaro (PL/SP) em conteúdo para suas redes sociaisCrédito: Reprodução X @BolsonaroSP

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Eduardo Bolsonaro sobre decisão de Moraes logo após STF votar pela confirmação da sentençaReprodução: Instagram/@bolsonarosp

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Eduardo Bolsonaro assistindo o jogo do Brasil em Houston, nos Estados UnidosFoto: Reprodução

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O jornalista Paulo Figueiredo, que é próximo da família Bolsonaro, confirmou a concessão do Green Card ao GLOBO. Segundo ele, o pedido teria sido feito há mais de um ano, mas a autorização só foi aprovada neste mês, após Eduardo apresentar a documentação necessária e comprovar que atendia aos requisitos exigidos.

Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, Eduardo afirmou que passou a se sentir “seguro” nos Estados Unidos após a aprovação do pedido.

“Só tenho a agradecer ao governo Trump pela consideração. Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado. Eu vim para os EUA para passar apenas alguns dias e acabei tendo que me exilar aqui por conta da perseguição no Brasil. Sinto-me seguro, pois aqui os abusos do Alexandre (de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal) não valem de nada”, afirmou.

A concessão da residência permanente ocorre em um período de desgaste diplomático entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump impôs novas tarifas sobre produtos brasileiros, medida que provocou reações de autoridades dos dois países. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o petista “colocou seu próprio ego acima da possibilidade de fechar um acordo em benefício do bem-estar do povo brasileiro”.

Condenação no STF

Eduardo Bolsonaro foi condenado no mês passado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a acusação, o ex-deputado teria pressionado autoridades e buscado apoio do governo americano para a aplicação de sanções contra integrantes do Judiciário brasileiro.

A ação foi relacionada às tentativas de interferir no julgamento da trama golpista, processo que terminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, a 27 anos de prisão.

A pena estabelecida para o ex-deputado foi de quatro anos e dois meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto, além do pagamento de multa equivalente a 100 salários mínimos. O STF também determinou que ele fique inelegível por oito anos, contados a partir do término do cumprimento da pena.

Permanência nos Estados Unidos

Eduardo deixou o Brasil em fevereiro do ano passado e entrou nos Estados Unidos utilizando um visto de turista. A autorização permitia que ele permanecesse legalmente no território americano por aproximadamente seis meses. Na época, o ex-parlamentar alegava ser alvo de perseguição por parte do Judiciário brasileiro.

Diante da limitação do visto, Eduardo chegou a declarar que estudava pedir asilo político ao governo de Donald Trump, alternativa que poderia levar à obtenção de residência permanente nos Estados Unidos. Naquele período, Jair Bolsonaro afirmou que o filho “é muito mais útil para o Brasil lá fora do que aqui dentro”.

A expectativa de aliados era que Eduardo voltasse ao Brasil entre julho e agosto deste ano, período próximo às eleições. Entre as possibilidades cogitadas estava uma candidatura ao Senado por São Paulo ou a participação em uma chapa presidencial apoiada pelo pai.

Enquanto permaneceu nos Estados Unidos, Eduardo também perdeu o mandato de deputado federal após ser cassado por excesso de faltas. Ele ainda deixou o cargo público que ocupava como escrivão da Polícia Federal.

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