A dupla foi presa na SEPN 509, na Asa Norte, após uma sequência de vendas, em poder de grande quantidade de drogas, distribuída em dois veículos, que também foram apreendidos. Outra quantidade expressiva de entorpecentes foi localizada no apartamento utilizado pelos investigados como base operacional, na SCRN 710/711.
As apurações indicam que o imóvel teria sido alugado nos últimos meses para armazenar as drogas e organizar a logística de distribuição. A estrutura permitiria maior agilidade nas entregas e menor exposição dos envolvidos durante a comercialização ilícita.
Ainda de acordo com os levantamentos, parte significativa da clientela era composta por frequentadores de prostíbulos, boates e cabarés da região da Asa Norte.
Para ampliar a rede de contatos e alcançar novos consumidores, os suspeitos teriam estabelecido proximidade com garotas de programa que atuavam de forma permanente nesses estabelecimentos, bem como com profissionais que realizavam atendimentos eventuais em hotéis localizados no Setor Hoteleiro Norte.
A investigação aponta que essa rede de relacionamentos facilitava a divulgação dos produtos e a intermediação de clientes, contribuindo para a manutenção e expansão do comércio ilegal de drogas na região. Diversos desses estabelecimentos, inclusive, foram recentemente alvo de operações policiais voltadas ao combate de crimes relacionados à exploração sexual de terceiros.
Para a Polícia Civil, o funcionamento de casas de prostituição associadas ao tráfico de drogas contribui diretamente para o aumento da sensação de insegurança e para a degradação da ordem pública na região.
Diante desse cenário, a corporação tem intensificado ações investigativas e operacionais para desarticular grupos criminosos, fechar estabelecimentos utilizados para essas práticas e combater o tráfico de entorpecentes.



