Moeda norte-americana fechou cotada em R$ 5,101 e acelerou perdas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar fim de ataques ao Irã
O dólar teve forte queda de 1,37% nesta 5ª feira (11.jun.2026) e encerrou o dia vendido a R$ 5,101. No mesmo pregão, o Ibovespa, principal índice da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), avançou 1,71%, aos 171.497 pontos.
A moeda norte-americana acelerou perdas após o presidente dos EUA, Donald Trump (republicano), sinalizar o fim de ataques ao Irã. Reagiu à melhora do ambiente externo e pela avaliação de investidores de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) poderá iniciar um ciclo de redução de juros nos próximos meses.

Nos mercados internacionais, investidores reagiram a dados de inflação norte-americanos considerados compatíveis com uma desaceleração gradual dos preços. Em Nova York, os principais índices acionários registraram ganhos, enquanto o dólar perdeu força frente a moedas de diversos países.
Juros menores nos Estados Unidos costumam favorecer a migração de recursos para mercados emergentes, como o Brasil. Com a Selic em 14,50% ao ano, o país continua entre os destinos mais atrativos para estratégias de renda fixa, o que contribui para o ingresso de recursos estrangeiros e fortalece o real.
BOLSA AVANÇA BEM
A sessão brasileira da B3 foi marcada por forte entrada de capital em ações ligadas a commodities e ao setor financeiro. Papéis de empresas exportadoras foram beneficiados pela valorização das matérias-primas no mercado internacional, enquanto bancos acompanharam o aumento do apetite por risco dos investidores.
O avanço de 1,71% representou um ganho de quase 2.900 pontos para o Ibovespa em só uma sessão. O desempenho reforçou a recuperação do mercado acionário brasileiro depois de semanas marcadas por volatilidade e consolidou a percepção de que investidores seguem atentos à trajetória dos juros globais e ao fluxo de capital para economias emergentes.



