O dólar fechou a quinta-feira em queda firme no Brasil, após uma sessão mais favorável ao risco no mercado externo, onde a divisa norte-americana e o petróleo registraram perdas expressivas, ao mesmo tempo em que os agentes avaliavam a decisão de juros do Banco Central, que na véspera cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano.
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Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em baixa de 1,00%, aos R$4,9523. Na semana, acumulou queda de 0,94%.
Às 17h06, o dólar futuro para junho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,82% na B3, aos R$4,9890.
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O presidente do Fed, Jerome Powell, encerrou seus oito anos de mandato com as taxas de juros inalteradas em meio a crescentes preocupações com a inflação. A decisão do Fed, por 8 votos a 4, de manter a taxa inalterada foi a mais dividida desde 1992, com três votos dissidentes de membros que não acreditam mais que o banco deva comunicar uma tendência de afrouxamento monetário.
Os investidores agora estão descartando completamente os cortes de juros pelo Fed este ano, com os mercados atribuindo uma probabilidade de 55% de um aumento da taxa até abril de 2027, um aumento acentuado em relação aos cerca de 20% antes da decisão.
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No Brasil, o BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,50% ao ano, e argumentou que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente, mencionando possibilidade de ajuste do ritmo e da extensão do ciclo de “calibração” da taxa e ressaltando o distanciamento da inflação corrente da meta.
Já a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses até março. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 6,1 por cento por cento no período.
Enquanto isso, a dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em março e o déficit primário do setor público consolidado superou as expectativas no mês. A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou o mês em 80,1%, contra 79,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 66,8%, de 65,5%.
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As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 79,6% para a dívida bruta e de 66,1% para a líquida.
(Com Reuters)




