O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou apertar a mão do vice-presidente da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, nesta 5ª feira (30.abr.2026), em congresso da Fifa (Federação Internacional de Futebol). Ambos países estão em conflito armado desde outubro de 2023, apesar de um cessar-fogo firmado em 2025.
Os 2 dirigentes foram chamados ao palco pelo presidente da entidade, Gianni Infantino. Rajoub evitou o aperto de mão mesmo depois de um gesto de Infantino para que se aproximasse do representante israelense.
No momento, Infantino defendeu a cooperação entre as partes. “Vamos trabalhar juntos para dar esperança às crianças. São questões complexas”, afirmou.
Hoy, el miserable de Infantino, presidente de la FIFA, ha intentado obligar al presidente de la Federación Palestina de Fútbol, Jibril Rajoub, dar la mano del presidente sionista de la Federación de Israel que extermina al pueblo de Palestina. El presidente palestino lo rechazó pic.twitter.com/NhFiSC5kYc
— Fonsi Loaiza (@FonsiLoaiza) April 30, 2026
DISPUTA ENVOLVE CLUBES NA CISJORDÂNIA
O episódio acontece durante uma disputa entre as federações sobre a atuação de clubes israelenses em assentamentos na Cisjordânia, território reivindicado para um futuro Estado palestino.
A federação palestina defende que equipes instaladas nessas áreas não disputem competições organizadas por Israel. Na semana passada, a entidade recorreu à Corte Arbitral do Esporte contra a decisão da Fifa de não aplicar sanções.
A Fifa informou anteriormente que não adotará medidas contra a federação israelense nem contra seus clubes, citando a ação jurídica indefinida da Cisjordânia no direito internacional.
DECLARAÇÕES E REPERCUSSÃO
Depois do episódio, a vice-presidente da federação palestina, Susan Shalabi, disse à Reuters que a recusa foi deliberada e refletiu o posicionamento político da entidade. “Não podemos apertar a mão de alguém que os israelenses trouxeram para encobrir seu fascismo e genocídio. Estamos sofrendo”, declarou.
Segundo Shalabi, a tentativa de promover o cumprimento esvaziou o discurso feito por Rajoub pouco antes. Ela afirmou que o dirigente palestino havia dedicado cerca de 15 minutos a defender o respeito às regras internacionais e a alertar para possíveis violações envolvendo associações nacionais.



