Ministro do STF traça conexões entre facções armadas e mercado de capitais durante cerimônia na PUC-SP
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a criminalidade no país atingiu um nível de poder “sem precedentes”. O ministro fez a declaração nesta 6ª feira (22.mai.2026) durante cerimônia na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). O magistrado recebeu o Título Notório Saber da instituição.
“O bloco da ilegalidade nunca foi tão forte e unido no Brasil”, disse Dino. “Aqui, refiro-me desde as facções armadas até o mercado de capitais, que lava dinheiro das facções armadas. Um não vive sem o outro. É duro e é triste, mas é assim”.
Durante o discurso de agradecimento, o ministro traçou conexões entre diferentes esferas da ilegalidade no território nacional. Ele apontou a existência de uma rede integrada de atividades criminosas que atravessa diversos setores da sociedade brasileira.
O magistrado complementou sua análise sobre a articulação criminosa no país. “Me refiro àqueles que comercializam, compram e vendem decisões judiciais; me refiro às emendas parlamentares quando distorcidas, não são todas; me refiro, portanto, a todos aqueles que traem os signos do poder do Estado para se integrar no bloco da ilegalidade”, afirmou.
No dia 15 de maio, uma semana antes do evento, Dino determinou a abertura de um processo separado para analisar suspeitas de irregularidades em emendas parlamentares destinadas a ONGs ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).



