Diário dos cinco dias trabalhando em casa – Terceiro dia

Estive em luto. Passei o mês de Abril em profunda tristeza e não consegui escrever justamente no dia que iria falar de Cícero.

Cícero era meu passarinho, sua espécie chamava Agapornes, lindo, suas cores são tão variadas e brilhantes quanto a personalidade dele. E sim, meu companheiro de todas as horas. 

O meu terceiro dia dentro de casa, foi na verdade, o momento em que me permiti depois de tanta pressão mental que tive de cobrança pós cirúrgica a voltar a trabalhar, em poder desopilar a mente, fazendo o meu planejamento de forma mais calma, lúdica.

Quantas vezes a gente senta para ao menos se dedicar o tempo desse lúdico? Já parou pra pensar que é no silêncio, na simplicidade que as coisas fluem? Eu sempre busco lembrar isso porque eu mesma peco constantemente quando minha mente me sabota e me coloca no automático me trazendo sensações horríveis de ansiedade e medo.

Todos nós queremos algo, e esse algo não vem quando e como a gente quer e é por isso que digo que o terceiro dia, assim como o meu foi, pode ser o seu, quando você tiver reaprendendo a fazer algo, é o terceiro dia que torna tudo libertador, ou talvez é a sensação que você tem que soltar a corda.

Soltei a corda nesse dia, tive uma tarde muito delicada, com música, papel e uma tarde colorida com Cícero.

Se isso me ajudou muito a fazer as minhas produções, a criar, a fazer algo diferente? Com certeza sim, mas também me trouxe uma sensação de retirar resíduos, coisas acumuladas que às vezes o tempo trata de trazer e trata de tirar com esses detalhes que muitas vezes não valorizamos ou exercitamos porque não estão inseridos em nossa rotina.

Vejo hoje os meus dias, depois desse terceiro dia uma seleção do que realmente importa em nossas vidas. E não estou dizendo aqui em uma questão de “vou deixar de trabalhar”, ou “agora só quero fazer o que eu quero”, nada disso. 

Sermos objetivos não é exceder nossos limites e ficarmos sem dormir, é saber que no fim, as coisas dão certo. E que não somos donos de nada, nem eu do meu passarinho Cícero. 

Ele agora está no céu dos passarinhos, e com certeza eu sei que esse dia, também ficou inesquecível pra ele… Não era uma rotina intensa, ele viu a minha outra parte e eu vi a outra parte dele nesse momento de produção especial dentro de casa.

Experimente pensar com arte, experimente pensar diferente, vale a pena.

Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
www.tkarteiros.com
contato@tkarteiros.com
7999121-0775
@tkart_idea

source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com