Estudo mostra impacto do Mundial nas redes; seleção brasileira é a 2ª entre as equipes, e a “CazéTV” é a 1ª entre os veículos de mídia
Até o início das oitavas de final, no sábado (4.jul.2026), os vídeos produzidos por veículos de mídia, marcas e influenciadores sobre a Copa do Mundo de 2026 foram visualizados cerca de 5,4 bilhões de vezes em todo o mundo. Somam 686 milhões de interações totais. Os dados são da Comscore, empresa especializada em inteligência digital, e foram divulgados nesta 4ª feira (8.jul.2026). Eis a íntegra do estudo (PDF – 415 kB).
O levantamento sobre o consumo de conteúdos relacionados à Copa do Mundo de 2026 mostra que criadores respondem por 37% das menções. No topo desta categoria, o perfil Alfinetei, criado por João Guilherme Chagas Gabriel, registrou 25 milhões de interações.
O estudo considera dados registrados desde a abertura da Copa, em 11 de junho, até o fim da fase de 16 avos e o início das oitavas de final, no sábado (4.jul.2026). Avalia o engajamento nas plataformas Instagram, Facebook e TikTok e considera curtidas e comentários.
De acordo com a análise, a seleção brasileira é a 2ª entre as equipes com maior impacto nas redes. Teve 53 milhões de interações totais.
A CazéTV foi o veículo de mídia com maior engajamento. Somente no YouTube, a empresa fundada por Casimiro Miguel somou 2,8 bilhões de visualizações. Registrou 38 milhões de novos inscritos, o que representa um crescimento de 37%.
COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 4 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.
No caso do Brasil, cabe à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”). A CBF é uma organização de direito privado e sem nenhum vínculo com o governo federal.
O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.



