Pesquisa aponta alta nas vendas de alimentos, bebidas e itens da seleção brasileira, mas acende alerta para avanço de apostas
A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar o consumo dos brasileiros e aquecer o varejo em todo o país. Uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, apontou que cerca de 99,2 milhões de consumidores pretendem comprar produtos ou serviços relacionados ao torneio.
Segundo o levantamento, 60% dos brasileiros devem gastar durante a competição, principalmente com bebidas não alcoólicas (68%), petiscos (62%), carnes para churrasco (60%) e cerveja (59%). Camisas da seleção brasileira e itens de torcida também aparecem entre os produtos mais procurados.
A pesquisa mostra ainda que a Copa do Mundo segue como um evento de forte apelo coletivo: 97% dos entrevistados pretendem assistir aos jogos acompanhados, principalmente com familiares e amigos. A maior parte deve acompanhar as partidas em casa, mas bares e restaurantes também esperam aumento no movimento.
O varejo físico continua liderando a preferência dos consumidores, citado por 89% dos entrevistados, especialmente supermercados e lojas de bairro. Já as compras on-line devem ser feitas por 67% dos consumidores, com destaque para aplicativos de entrega.
Gasto médio na Copa do Mundo
O gasto médio estimado para o período é de R$ 619 por consumidor, chegando a R$ 784 entre as classes A e B. O Pix será a principal forma de pagamento, escolhida por 57% dos entrevistados.
O estudo também aponta crescimento das apostas esportivas. Cerca de 41% afirmaram que pretendem apostar em plataformas de bets durante a Copa do Mundo. Entre os consumidores que planejam gastar no torneio, 61% já possuem dívidas em atraso, e 74% dos apostadores dizem enxergar nas apostas uma forma de tentar quitar débitos.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a Copa do Mundo de 2026 deve funcionar como um “segundo Natal” para o comércio brasileiro, impulsionando vendas no varejo e no setor de serviços.



