Plano de governo propõe mutirão, fila única e painel público no centro
Leandro Grass (PT), candidato ao Governo do Distrito Federal, apresentou um pacote de saúde com carro-chefe na redução e na eliminação das filas. O eixo “Saúde Sem Espera — fila que anda” está previsto para os primeiros 100 dias.
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A proposta é um mutirão permanente de consultas, exames e cirurgias, usando capacidade ociosa das redes pública, privada e filantrópica, com pagamento por produção. A fila seria única, regulada, e o tempo de espera ficaria em painel público por procedimento, especialidade e região administrativa.
O plano de Leandro Grass (PT) trata a fila como o primeiro alvo: mutirão permanente, remuneração por produção e painel aberto de espera nos primeiros 100 dias.
No mesmo prazo entram a adesão integral ao programa federal Agora Tem Especialistas, em carretas, terceiro turno de salas ociosas e oferta de especialistas, e um contrato único de manutenção para 100% dos equipamentos da rede, contra cerca de 20% hoje. O texto cita ressonância, tomógrafos, endoscopia, colonoscopia e aparelhos odontológicos comprados e não instalados. Os centros cirúrgicos sairiam dos atuais 30% de uso, com equipe completa e fluxo de insumos. Ampliação de leito só com pessoal correspondente.
Eixos do plano
- Farmácia sem falta, com estoque em tempo real e entrega domiciliar de uso contínuo para idosos e pessoas com deficiência
- Vacinação de gripe: o DF imunizou 46,3% do público prioritário em 2026, meta de 90% (1,18 milhão); a gripe já matou 38 pessoas no ano
- Saúde da Família: das cerca de 600 equipes para aproximadamente 1.100; 342 incompletas (57%); 52,2% da população nunca recebeu visita; 182 UBS hoje, cerca de 330 se mantida a densidade
- Concurso: convocar aprovados, inclusive os 5 mil de enfermagem, e certame cobrado pelo MPDFT desde 2022 para déficit de 4.166 profissionais em 17 especialidades
- Piso médico da SES citado em cerca de R$ 7,5 mil, contra R$ 15 mil a R$ 25 mil no privado local; perda de 537 médicos entre 2019 e 2024
- Saúde bucal: cobertura caiu para 30,36% em 2026; meta de equipe em 70% da Saúde da Família
- Saúde mental: 18 CAPS para 3,1 milhões de habitantes, sem cobertura no Norte e no Leste; espera de 943 dias na RAPS; nenhum Centro de Convivência no DF
- Rede hospitalar: concluir São Sebastião, Recanto das Emas e o Clínico Ortopédico do Guará, cerca de 360 leitos já contratados; reforma, não obra nova, em Santa Maria, Gama e no pronto-socorro de Ceilândia (cerca de R$ 12 milhões anunciados e não entregues)
- Leitos: cerca de 7 mil para referência de 9,3 mil; conclusão de 7 UPAs já contratadas, de 13 para 20 unidades; transplante de medula inexistente no DF, com cerca de 600 pessoas na espera
- Infância atípica: 485 dias de espera em neuropediatria
- IGES-DF de volta ao comando da Secretaria de Saúde, sem interromper atendimento
- Tesouro distrital com 24,2% do orçamento do setor e taxa de investimento de 1,7%; pacto com a União e Goiás pelo atendimento a cerca de 1,2 milhão de moradores do Entorno
O conjunto também prevê mamografia e preventivo em até 30 dias, pré-natal com captação de 90% das gestantes até a 12ª semana e busca ativa de faltosos na vacina. O diagnóstico territorial da rede de UBS está indicado como primeira entrega da transição.
fonte: https://decidedf.com.br/plano-de-governo-participativo/#tempos
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