A governadora do Distrito Federal teve reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, nesta 5ª feira (30.abr.2026)
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), disse nesta 5ª feira (30.abr.2026) que o problema do BRB (Banco de Brasília) “está sendo resolvido”. Sem dar detalhes, ela afirmou há um “encaminhamento com a solução técnica”.
A governadora teve reunião durante a manhã com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Em entrevista a jornalistas depois do encontro, Celina disse que não poderia dar informações, porque são temas sensíveis ao mercado financeiro.
“Detalhes, a gente não pode dar. Mas a gente saiu muito satisfeito da reunião e com a garantia para todos os nossos correntistas do BRB de que ele está bem e que vai realmente sair desse problema da melhor forma possível”, disse a governadora.
O governo do DF aguarda resposta do pedido feito ao Palácio do Planalto para obter crédito com garantia da União. O BRB aprovou um aumento de capital em até R$ 8,8 bilhões. O governo do Distrito Federal, para manter a mesma fatia societária, terá de fazer um aporte maior.
Galípolo disse, em 8 de abril, que era necessário um aporte dos acionistas para ampliar o patrimônio da instituição financeira. Afirmou que aguarda, do BRB, uma provisão –reserva financeira exigida para cobrir perdas esperadas decorrentes de operações fraudulentas com carteiras de crédito do Banco Master.
O Banco Central descobriu os créditos podres do Master durante a negociação de compra em 2025 pelo BRB. A instituição agora está em situação financeira alarmante depois de comprar R$ 12,2 bilhões em carteiras.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, a governadora enviou o ofício para o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O secretário disse que há um rito formal para que o pedido seja analisado. Afirmou ainda que faltam “várias informações” que possibilitam a análise do Tesouro.
“A gente deve responder o ofício com as necessidades que eles [autoridades do DF] têm de prestar informações para que possa ser analisado. Nós não temos como antecipar qualquer resultado deste pedido”, declaro o secretário do Tesouro.
Para o governo do DF ter autorização, seria necessário rever as regras que só permite crédito com garantia da União para Estados com notas “A” e “B” no Copag.
O Tesouro analisa os seguintes quesitos:
- capacidade de pagamento;
- níveis de endividamento;
- custo da operação;
- espaço fiscal do ente;
- teto de custo da operação de crédito.
Uma vez que o ofício entre formalmente no Tesouro, a equipe econômica tem 10 dias úteis para avaliar o pedido.
“[O Estado] Tendo ou não [nota suficiente no] Capag, eu tenho que fazer a análise de todo o pleito. […] O Tesouro vai analisar de acordo com os normativos vigentes. A Capac é um dos quesitos que vai impedir, nesse sentido, que a garantia da União seja concedida”, declarou Leal.



