Obra dourada denominada “Don Colossus” foi “dedicada” por Mark Burns ao presidente norte-americano e mede 4,6 metros de altura
Uma estátua dourada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), foi inaugurada e dedicada, na 6ª feira (9.mai.2026), pelo pastor Mark Burns. A ação foi criticada por católicos que veem o ato como uma quebra da doutrina dos protestantes com a Igreja Católica. A estrutura mede 4,6 metros de altura.
A obra denominada “Don Colossus”, inaugurada no fim do março, mostra Trump erguendo o punho, em referência ao momento em que ele sobreviveu a uma tentativa de assassinato em junho de 2024.
A Igreja Católica defende que imagens são representações de Cristo, Maria e dos santos, e que a honra prestada a elas não é adoração do objeto, mas veneração que se dirige à pessoa representada; a adoração, para os católicos, pertence somente a Deus.
Já muitos protestantes –especialmente nas tradições reformadas– entendem o uso devocional de imagens e o ato de se ajoelhar diante delas como violação de Êxodo 20:4-5, embora nem todas as tradições protestantes rejeitem imagens religiosas da mesma forma.
O pastor Mark Burns defendeu, na 6ª feira (9.mai), que a estátua dourada do presidente Donald Trump não representa idolatria à imagem. Ele disse que foi um evento de “dedicação”.
“Permitam-me dizer claramente: isto não é um bezerro de ouro. Esta estátua não é sobre adoração. É sobre honra”, escreveu Burns no X.

O termo “bezerro de ouro” remete a um episódio do Antigo Testamento. Os hebreus cultuaram uma estatueta desse animal durante o êxodo do Egito. O ato provocou ira divina. Na esfera religiosa, a expressão representa a idolatria. A proibição é fundamental para judeus e cristãos.
CRÍTICAS
Nas redes sociais, católicos afirmaram que a crítica protestante à veneração de imagens na Igreja Católica contrasta com episódios como a consagração da estátua de Donald Trump, vista por alguns como uma possível forma de idolatria. Para esses críticos, a controvérsia aponta para uma aparente incoerência nas acusações feitas ao catolicismo.






