Por Paula Rocha | Redação Jornal Diário do Entorno
Entre os dias 17 e 26 de abril de 2026, a Colômbia torna-se o coração pulsante da cultura de base comunitária na América Latina. O 7º Congresso Latino-Americano e Caribenho de Culturas Vivas Comunitárias reúne representantes de 33 países em uma jornada itinerante que percorre as cidades de Pasto, Cali e Medellín, consolidando redes de cooperação e políticas públicas construídas a partir dos territórios.
O Brasil reafirma seu protagonismo internacional através da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Diferente de outras nações, a delegação brasileira estruturou sua presença a partir de sua própria rede organizada, evidenciando a maturidade da política Cultura Viva no país.

A participação do programa IberCultura Viva é um dos eixos centrais desta edição. Celebrando mais de dez anos de trajetória, o programa articula uma agenda que une formação, mobilidade e diálogo político. Um dos marcos históricos do evento é o lançamento do livro “IberCultura Viva +10 años: integración de base comunitaria y derechos culturales”, que sistematiza o impacto da cooperação na região.
A jornada começou em Nariño com a Caravana Morada al Sur, focada nas lutas territoriais e na construção coletiva.
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Harmonização e Diálogo: Ocorreram cerimônias na Laguna de La Cocha e círculos de saberes na Universidade de Nariño.
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A Resistência como Alegria: O percurso ao redor do Vulcão Galeras culminou em desfiles de carroças e murgas, reafirmando que a festa é uma ferramenta de luta política.

Em Cali, o congresso assumiu um caráter pedagógico com o seminário CaminAndar. O foco foi a governança cultural e a participação das universidades na Rede Educativa do programa. Reuniões estratégicas com governos locais do Valle e do Cauca buscaram ampliar as conexões institucionais e a cooperação territorial, unindo a prática dos pontos de cultura ao suporte acadêmico.
O encerramento em Medellín foca na consolidação das metas para os próximos anos. Por meio dos Círculos da Palavra, os delegados debatem participação social e governança, culminando na Assembleia Geral do Congresso. Medellín, referência em inovação social, serve de cenário para visitas técnicas a organizações locais que transformaram a realidade urbana através da cultura.

A presença brasileira, representada por lideranças como Hipólito Lucena, Walter Cedro, Davy Alexandrisky, Lydia Lúcia, Alice Monteiro e Danilo Moura, reforça que a Cultura Viva é “uma forma de vida” essencial para a integração dos povos. Como destacou a representação da CNPdC, fortalecer essas redes é urgente em tempos de ameaças à paz mundial.
Evoé à cultura viva comunitária!



