Brasil cai e é 65º em ranking de competitividade com 70 países

País teve queda em fatores como Economia Doméstica, Preços, Produtividade e Eficiência, Política Tributária e Mercado de Trabalho

O Brasil caiu para a 65ª posição no Ranking Mundial de Competitividade 2026, feito pelo IMD World Competitiveness Center. Em 2025, o país estava em 58º lugar. No total, 70 nações são analisadas. É o pior patamar brasileiro nos últimos anos.

Segundo o levantamento, o país registrou queda em fatores como Práticas de Gestão (-11 posições), Economia Doméstica (-10 posições), Preços (-10 posições), Produtividade e Eficiência (-9 posições), Política Tributária (-8 posições), Infraestrutura Tecnológica (-5 posições) e Mercado de Trabalho (-4 posições).

A pontuação final de cada economia é calculada com base nas percepções de executivos em conjunto com dados estatísticos. São analisados 4 fatores: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Dentro de cada fator, existem subfatores –entre eles, os listados acima.

Eis o resultado do Brasil em cada um deles:

  • desempenho econômico – passou de 30º em 2025 para 36º em 2026; 
  • eficiência governamental – foi de 68º para 69º; 
  • eficiência empresarial – caiu de 56º para 67º; 
  • infraestrutura – desceu de 58º para 61º.

Eis os países melhores colocados no ranking:

  • 1º lugar – Cingapura;
  • 2º lugar – Hong Kong;
  • 3º lugar – Suíça;
  • 4º lugar – Taiwan;
  • 5º lugar – Emirados Árabes Unidos;
  • 6º lugar – Dinamarca;
  • 7º lugar – Irlanda;
  • 8º lugar – Holanda;
  • 9º lugar – Suécia; 
  • 10º lugar – Estados Unidos.

E os piores colocados:

  • 60º lugar – Peru;
  • 61º lugar – Romênia; 
  • 62º lugar – México;
  • 63º lugar – Eslováquia;
  • 64º lugar – Gana;
  • 65º lugar – Brasil; 
  • 66º lugar – Botsuana;
  • 67º lugar – Mongólia;
  • 68º lugar – Nigéria;
  • 69º lugar – Namíbia;
  • 70º lugar – Venezuela.

FIM DA 6 X 1

O Congresso analisa uma mudança na jornada de trabalho no Brasil, com o fim da escala 6 X 1. A medida, se concretizada, não deve ajudar o país a ganhar mais produtividade.

O Observatório da Produtividade Regis Bonelli, da Ibre FGV Ibre, divulgou que a eficiência do trabalho no Brasil avançou 0,4% em 2025. O índice repetiu o patamar de 2024 e ficou distante dos 2,3% registrados em 2023. O ganho de eficiência, no entanto, se deu exclusivamente na agropecuária, enquanto indústria e serviços apresentaram retração.

O governo federal sustenta que a mudança na escala de trabalho pode fortalecer pequenos negócios e estimular o consumo, mas associações empresariais dizem que a medida tende a elevar custos, pressionar preços e afetar principalmente micro e pequenas empresas –responsáveis pela maior parte dos empregos formais no país.

Entidades como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e a Confederação Nacional da Indústria, além de economistas e professores, afirmam que os efeitos projetados pelo governo não encontram respaldo nos dados disponíveis.

O professor de direito do trabalho do Insper, Ricardo Calcini, disse ao Poder360 que o impacto da mudança recairia majoritariamente sobre empresas menores. “Apenas as pequenas e médias empresas respondem por aproximadamente 80% das carteiras assinadas. São elas que não têm estrutura para absorver essa redução”, declarou. Segundo ele, negócios de menor porte podem enfrentar dificuldades para cumprir obrigações básicas, como pagamento de salários e impostos.

Na mesma linha, o presidente da CNDL, José César da Costa, disse que há risco de efeitos negativos sobre emprego e renda. 

“Empreendedores enfrentariam um aumento abrupto de custos, colocando em risco a sobrevivência de pequenos negócios”, afirmou. Ele declarou que a reorganização de escalas é mais complexa em empresas menores e que o repasse de custos pode pressionar preços de produtos essenciais.

Estimativas citadas pelas entidades indicam que o custo da mão de obra pode subir até 12,7% no comércio com a jornada de 40 horas e até 17,57% em cenários mais amplos de redução. Na indústria, empresas com até 9 empregados poderiam ter aumento de custos de até 13%, acima do impacto em grandes companhias. A CNI também afirma que micro e pequenas empresas tendem a sofrer maior pressão com a medida.

Leia mais sobre o assunto nesta reportagem do Poder360.


Leia mais:


source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com