Fabricante projeta frota mundial de 50.000 unidades em 2045; metade das entregas substituirá modelos antigos
A Boeing estima uma demanda global por 43.625 novos aviões comerciais de 2026 a 2045. A projeção abrange as entregas de toda a indústria, não só os modelos fabricados pela empresa norte-americana.
O relatório Commercial Market Outlook 2026 foi divulgado neste sábado (18.jul.2026), antes da Farnborough International Airshow, que começa na 2ª feira (20.jul.2026), no Reino Unido. Eis a íntegra (PDF – 15,2 MB).
Segundo a Boeing, a procura por novos aviões cresce mais rapidamente que a capacidade de entrega dos fabricantes. Gargalos na cadeia de suprimentos continuam limitando a produção.
O setor entrou em 2026 com deficit de quase 2.000 aviões. A falta de modelos de corredor único deve persistir até o final da década. A oferta de aviões de fuselagem larga pode permanecer abaixo da demanda até o início dos anos 2030.
A frota comercial mundial deve passar de aproximadamente 28.000 aviões em 2025 para mais de 50.000 em 2045. Das 43.625 entregas projetadas, 21.475 substituirão modelos antigos e 22.150 serão usadas para ampliar as frotas.
TRÁFEGO AÉREO
A taxa de crescimento do tráfego aéreo de passageiros deve desacelerar de 5,3% em 2025 para 2,3% em 2026. A Boeing estima expansão de 6% a 7% em 2027 e de 5% a 6% em 2028.
No período de 2026 a 2045, o tráfego de passageiros deve crescer, em média, 4% ao ano. Para o transporte de cargas, a expansão anual estimada é de 3,7%.
DEMANDAS POR TIPO
Eis as demandas dos aviões da Boeing:
- aviões de corredor único – 33.545 unidades;
- aviões de fuselagem larga – 7.715 unidades;
- jatos regionais – 1.435 unidades;
- aviões cargueiros novos – 930 unidades.
ENTREGAS POR REGIÃO
Leia a participação de cada região nas entregas mundiais:
- China – 21%;
- Eurásia – 20%;
- América do Norte – 19%;
- Sul e Sudeste Asiático – 19%;
- Oriente Médio e África – 10%;
- América Latina – 6%;
- Oceania e Nordeste Asiático – 5%.


