Destaque ficou com a área de serviços, que inclui App Store, iCloud e Apple Music
A Apple divulgou, nesta 5ª feira (30.abr.2026), os resultados do 2º trimestre fiscal, encerrado em março. O lucro por ação foi de US$ 2,01, acima da projeção de US$ 1,95, enquanto o líquido foi de aproximadamente US$ 29,6 bilhões, alta de cerca de 19% na comparação anual.
A receita somou cerca de US$ 111 bilhões, crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados da LSEG (Grupo da Bolsa de Valores de Londres, na tradução para o português), divulgados pela Reuters.
Um trimestre fiscal é um período de 3 meses baseado no ano financeiro específico de uma empresa. Pode ou não coincidir com um trimestre civil, que é um período fixo de 3 meses do calendário, como, por exemplo, janeiro a março.
DESEMPENHO
Apesar do resultado, as ações tiveram pouca variação no after-hours –período de negociação na bolsa de valores depois do fechamento oficial. O desempenho foi influenciado pelo resultado do iPhone, principal produto da empresa.
A receita com o aparelho somou cerca de US$ 57 bilhões. Já Mac, iPad e wearables (como relógios e acessórios) superaram as estimativas.
O destaque ficou com a área de serviços, que inclui App Store, iCloud e Apple Music. O segmento gerou US$ 30,98 bilhões, com alta anual de 16%.
MARGEM BRUTA DA APPLE
A margem bruta da companhia atingiu 49,3% acima das projeções, impulsionada principalmente pelo avanço dos serviços, que têm maior rentabilidade.
O negócio de serviços da Apple, que inclui receita de sua App Store, gerou US$ 30,98 bilhões em receita para o trimestre fiscal, acima das estimativas dos analistas de US$ 30,39 bilhões. As maiores vendas da Apple na China foram de US$ 20,5 bilhões, superando as estimativas dos analistas de US$ 19,45 bilhões, de acordo com dados da Visible Alpha.
O balanço é o primeiro depois do anúncio de que Tim Cook deixará o comando da empresa em setembro. O executivo será substituído por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware.
Cook deve assumir a presidência do conselho, marcando a primeira mudança no comando da companhia desde a morte de Steve Jobs, em 2011.



