Alerta falso da Defesa Civil atingiu 30 milhões em 7 Estados e no DF

Mensagens foram disparadas depois de invasão a sistema nacional; PF e Anatel investigam o caso

Usuários de telefonia móvel de ao menos 7 Estados e do Distrito Federal receberam alertas falsos da Defesa Civil entre a noite de 6ª feira (19.jun.2026) e a madrugada deste sábado (20.jun.2026). As mensagens foram disparadas depois de uma invasão ao sistema nacional de notificações de desastres.

Segundo a Agência Brasil, uma análise preliminar indica que os alertas chegaram a moradores de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Somadas, essas cidades têm cerca de 30 milhões de habitantes.

Além das capitais, as mensagens também foram enviadas para municípios menores em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul. Os disparos foram realizados das 23h41 de 6ª feira até 1h23 deste sábado.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, disse que foram emitidas 10 notificações falsas durante a invasão. Nove mensagens foram enviadas pelo sistema Cell Broadcast, implantado em 2025, e uma pelo sistema de SMS, usado desde 2014 e substituído no ano passado.

O Cell Broadcast permite o envio de alertas diretamente para celulares em áreas de risco, sem necessidade de cadastro prévio ou instalação de aplicativo. O sistema é usado para avisar a população sobre desastres naturais e eventos climáticos extremos.

“MISANTROPIA” E “INVASÃO ALIENÍGENA”

As mensagens falsas tinham alerta sonoro e citavam termos como “misantropia” e “invasão alienígena”. Segundo Wolff, o primeiro alerta foi disparado para Curitiba. Depois, usuários de outras localidades começaram a receber as notificações.

A plataforma Defesa Civil Alerta foi retirada do ar preventivamente por volta de 1h30 deste sábado. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que o sistema só será religado quando as condições de segurança digital forem restabelecidas.

A Polícia Federal investiga, junto com a equipe técnica da Defesa Civil, se as mensagens foram enviadas por uma pessoa ou por um grupo articulado. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) também apura o caso.

Segundo a Anatel, as informações disponíveis até agora indicam que os alertas não passaram pelos canais oficiais da plataforma técnica do sistema, operada pela ABR Telecom.


Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 20 de junho de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.


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