Oficializado pelo PSB como vice na chapa petista, disse que quem rejeita a democracia não deveria disputar eleições
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta 4ª feira (29.jul.2026) ao dizer que “não é possível defender a liberdade enquanto se tenta derrubar a democracia”. A declaração foi feita durante a convenção nacional do PSB (Partido Socialista Brasileiro), em Brasília, que oficializou Alckmin como candidato à reeleição na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em discurso ao lado de Lula, Alckmin mencionou o uso da estrutura do Estado no 2º turno das eleições de 2022 para dificultar o deslocamento de eleitores e as articulações para impedir a posse do governo eleito. Segundo ele, políticos que não reconhecem a democracia e a vontade popular não deveriam disputar eleições.
Assista ao discurso (2min29s):
“Não é possível falar em liberdade, como no 2º turno da última eleição, utilizando o aparato do Estado para impedir as pessoas de votarem legitimamente e tentando impedir a eleição, propondo a derrubada de governo eleito. Aliás, quem não acredita na democracia não devia nem disputar eleição, não devia pedir o voto para o povo brasileiro, se não acredita no povo, que deve ser o protagonista de todas as eleições”, declarou.
Alckmin também contestou o lema “Deus, pátria, família e liberdade”, associado ao bolsonarismo. Disse que o nome de Deus não pode ser usado para promover o ódio e a violência e que a ideia de pátria não combina com ações contrárias aos interesses do país, das empresas e dos trabalhadores brasileiros. Para ele, a democracia “é a guardiã da liberdade”.
Ao tratar da família, o vice-presidente citou as cerca de 700 mil mortes pela covid-19 registradas no Brasil e responsabilizou o governo anterior por “displicência” e “descaso” na condução da pandemia.
DEFESA DA GESTÃO DE LULA
Alckmin citou resultados nas áreas de emprego, renda, habitação, educação e saúde no governo Lula. Também mencionou a reforma tributária, a ampliação da isenção do Imposto de Renda, a retomada do Minha Casa, Minha Vida e o aumento dos recursos destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Ao agradecer ao PSB pela indicação, afirmou que a escolha aumentava sua responsabilidade e prometeu apoio ao presidente durante a campanha. “Quero dizer ao presidente Lula que conte conosco, com lealdade, com dedicação”, declarou.
Assista (29s):
No encerramento, Alckmin brincou com a rivalidade entre os times dos 2: “Nós não somos iguais. Ele é corintiano, eu sou santista”. Depois, afirmou: “O que anda para trás é caranguejo. Vamos para frente, Lula presidente”.
CONVENÇÃO PSB
Na convenção nacional do partido também houve a aprovação da coligação com o PT, repetindo a composição vencedora de 2022. Também teve a indicação de Edinho Silva, presidente do PT, como representante legal da coligação e a delegação de poderes à Executiva Nacional do PSB para deliberações futuras sobre a coligação.
O encontro foi comandado pelo presidente nacional da sigla, João Campos (PSB), e teve os seguintes presentes:
- Luiz Inácio Lula da Silva (presidente da República);
- Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
- Lu Alckmin (segunda-dama);
- João Campos (presidente nacional do PSB);
- Carlos Siqueira (presidente da Fundação João Mangabeira);
- Tabata Amaral (deputada federal);
- José Múcio Monteiro (ministro da Defesa);
- Wolney Queiroz (ministro da Previdência);
- Márcio Elias Rosa (ministro da Indústria e Comércio);
- Luciana Santos (ministra da Ciência e Tecnologia);
- Sidônio Palmeira (ministro da Comunicação Social);
- José Guimarães (ministro das Relações Institucionais);
- Dario Durigan (ministro);
- Paulo Pereira (ministro);
- Cid Gomes (senador);
- Soraya Thronicke (senadora);
- Humberto Costa (senador, PT);
- Jorge Kajuru (senador);
- Jonas Donizette (deputado federal, líder do PSB na Câmara);
- Inácio Arruda (deputado federal);
- Lídice da Mata (deputada federal);
- Robério Monteiro (deputado federal);
- Pedro Campos (deputado federal);
- Silvio Costa (deputado federal);
- João Azevedo (ex-governador da Paraíba);
- Márcio França (ex-governador de São Paulo);
- Cristovão Buarque (ex-governador do Distrito Federal);
- Pedro Taques (ex-governador do Mato Grosso);
- Edinho Silva (presidente nacional do PT);
- Renata Campos (militante histórica do PSB).





