Agro insiste em teto maior para renegociação de dívidas rurais

Fazenda e congressistas discutem teto de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões por CPF para grandes produtores

A FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam negociar um teto para a renegociação de dívidas rurais por CPF. A Fazenda quer um limite de R$ 8 milhões. A bancada do agro defende que seja de R$ 10 milhões.

Esses foram os valores discutidos nas últimas reuniões entre a FPA, representantes do governo e o Banco Central, de acordo com o senador Jaime Bagattoli (PL-RO). O PL 5.122 de 2023, de renegociação de dívidas rurais, foi aprovado pelo Senado em 10 de junho. O impacto estimado é de R$ 140 bilhões em 13 anos. 

A declaração do senador foi dada nesta 3ª feira (14.jul.2026), durante o evento “Semeando Resiliência e Prosperidade — o Seguro Rural que o Brasil Precisa”, promovido pela Meridiana, em parceria com a FPA e a FGV Agro.

O congressista afirmou que o limite precisa refletir a realidade enfrentada pelo setor, marcada por frustrações nas safras com mudanças climáticas e oscilações das commodities no mercado internacional. 

Para Bagattoli, a aprovação da renegociação é urgente. Argumentou que para pequenos e médios produtores, o endividamento tende a se agravar, comprometendo a produção das próximas safras e aumentando a pressão sobre os preços dos alimentos.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de judicialização da proposta por parte do governo, Bagattoli declarou que não vê essa possibilidade como o maior risco no momento.


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