Keiko é eleita presidente do Peru com 50,13% dos votos

Candidata já havia alcançado vantagem irreversível com 99,859% das atas contabilizadas; resultado precisa ser oficializado

Keiko Fujimori, do Força Popular, é a virtual presidente eleita do Peru. Com 100% das atas contabilizadas pela ONPE (Oficina Nacional de Processos Eleitorais), nesta 2ª feira (29.jun.2026), ela recebeu 9.223.396 votos válidos, o equivalente a 50,135%. O adversário, Roberto Sánchez, do Juntos por el Perú, teve 9.173.755 votos, ou 49,865%. A diferença foi de 49.641 votos. 

O resultado ainda precisa ser oficializado pelo JNE (Jurado Nacional de Eleições). O presidente do órgão, Roberto Burneo, disse que a proclamação dos resultados será feita até 3 de julho. A cerimônia de entrega das credenciais à chapa vencedora está prevista para 15 de julho. 

Keiko já havia alcançado vantagem matemática irreversível em 24 de junho. Na ocasião, com 99,859% das atas contabilizadas, ela tinha 9.206.241 votos, contra 9.162.855 de Sánchez. A diferença era de 43.386 votos, enquanto restavam cerca de 40.000 votos a serem contabilizados.

ELEIÇÃO DE REVIRAVOLTAS

A apuração foi marcada por reviravoltas. Keiko começou à frente em 8 de junho, foi ultrapassada por Sánchez durante a contagem e voltou à dianteira na madrugada de 11 de junho. O resultado apertado ampliou a tensão política no país, enquanto Sánchez contestou a apuração e pediu a anulação de votos de peruanos no exterior. 

A vitória encerra uma sequência de 3 derrotas presidenciais de Keiko Fujimori. Essa foi a 4ª candidatura consecutiva da líder do Força Popular ao cargo. 

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela carrega o legado político do pai, figura central e controversa da política peruana, lembrado por apoiadores pela estabilização econômica e combate a grupos insurgentes, mas criticado por violações de direitos humanos, corrupção e autoritarismo. 

Fujimori fechou o Congresso Nacional em 5 de abril de 1992. Esse episódio ficou conhecido como “autogolpe”, quando, com o apoio das Forças Armadas, ele também suspendeu a Constituição, interveio no Poder Judiciário e assumiu poderes ditatoriais para governar por decreto. 

Keiko, de 51 anos, assumiu projeção nacional ainda jovem, quando se tornou primeira-dama em 1994, depois da separação de seus pais. Formada em administração de empresas pela Universidade de Boston e mestre pela Universidade Columbia, foi eleita deputada em 2006, fundou o Força Popular em 2009 e preside a sigla desde 2013.


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