Paciente está isolado e autoridades monitoram contatos; surto no pais africano tem mais de 1.000 pessoas infectadas
Um médico francês que retornou de missão humanitária na República Democrática do Congo testou positivo para o vírus ebola. O caso foi confirmado nesta 4ª feira (24.jun.2026) pelo Ministério da Saúde da França. É o 1º registro no país vinculado ao surto em curso no país africano.
O paciente está em isolamento, e as autoridades sanitárias identificam e monitoram as pessoas que tiveram contato com o médico. O Ministério informou que o risco para a população europeia em geral é baixo.
O surto na República Democrática do Congo está associado à cepa Bundibugyo do vírus ebola, considerada rara. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 1.000 pessoas foram infectadas e 267 morreram desde o início do episódio. A OMS apontou que o número de casos confirmados no primeiro mês foi o maior já registrado em qualquer surto da doença.
Segundo a Reuters, especialistas avaliaram que a doença provavelmente circulava há meses antes de ser oficialmente detectada em 15 de maio de 2026. Os primeiros casos confirmados surgiram em áreas urbanas. Desde então, infecções foram identificadas em pelo menos 3 campos de deslocados densamente povoados.
Os 2 maiores surtos anteriores de ebola aconteceram na África Ocidental, de 2014 a 2016, nos países Guiné, Serra Leoa e Libéria, e no Congo, em 2018.
O que é o ebola
O ebola é uma doença viral grave transmitida por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, saliva, urina, suor e vômito, além de objetos contaminados e alguns animais silvestres. Os sintomas podem surgir entre 2 e 21 dias após a infecção e incluem febre alta, fraqueza, dores musculares e, nos casos mais graves, hemorragias. Embora existam tratamentos de suporte para aliviar os sintomas e reduzir complicações, a doença continua sendo considerada uma das mais letais já registradas.
Recomendações da França
As autoridades de saúde orientam que viajantes evitem áreas com circulação ativa do vírus sempre que possível. Em locais afetados, a recomendação é reforçar a higiene das mãos, evitar contato com pessoas doentes e não manusear nem consumir carne de animais silvestres. Quem retornar de regiões com transmissão do ebola deve acompanhar o surgimento de sintomas por até 21 dias e procurar orientação médica imediata caso apresente febre ou sinais compatíveis com a doença.
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