K-pop: EL CAPITXN fala sobre BTS, relação com Suga e nova fase antes de turnê no Brasil

Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, o sul-coreano relembra sua trajetória, comenta a parceria com Agust D e revela o que prepara para os fãs brasileiros

Para os fãs de K-pop, o nome EL CAPITXN tem peso. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, concedida ao repórter Adriel Marques, o sul-coreano Jang Yi-jeong falou sobre sua ligação com alguns dos nomes mais importantes da música asiática, incluindo Agust D, alter ego de Suga, integrante do BTS. Durante a conversa, ele abriu o coração sobre sua fase atual, relembrou trabalhos marcantes e revelou o que os brasileiros podem esperar da aguardada turnê pelo país.

Após anos assinando produções que ajudaram a moldar a cena musical sul-coreana, Yi-jeong vive um novo momento. Agora, o objetivo é ocupar o centro do palco e apresentar ao público uma faceta mais pessoal, construída a partir de suas próprias experiências e visões artísticas. A passagem pelo Brasil acontece em julho, com apresentações em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Manaus e Recife. Para quem acompanha a cultura asiática, será uma oportunidade rara de ver de perto um dos profissionais que participou da construção de alguns dos projetos mais influentes da música coreana contemporânea.

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Foto: Reprodução/Instagram @elxcapitxn

EL CAPITXNFoto: Reprodução/Instagram @elxcapitxn

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Na entrevista, EL CAPITXN falou sobre a importância do BTS em sua caminhada, a sintonia criativa com Agust D, o significado de “Daechwita”, o carinho pelos brasileiros e a proposta por trás dos shows que trará ao país.

BTS é orgulho, mas não escudo

Ao abordar sua relação com o BTS, EL CAPITXN reconheceu o impacto que o grupo teve em sua vida profissional. Ao mesmo tempo, destacou que deseja ser reconhecido pelo que está construindo a partir de agora: “BTS é um nome que jamais pode ser separado da minha trajetória musical. Trabalhando com o BTS, percebi na prática que a música é capaz de ultrapassar barreiras de idioma e de experiências pessoais, alcançando diretamente o coração das pessoas. Isso mudou completamente a forma como eu enxergo e faço música”.

“Mas, agora que assumi oficialmente minha atuação como artista, não pretendo mais me esconder atrás do nome de nenhum outro cantor, incluindo o BTS. Sem dúvida, o BTS é motivo de orgulho para mim, mas não é o meu escudo. Daqui para frente, o mais importante será mostrar como o EL CAPITXN pode se provar e se consolidar como artista por mérito próprio”, completou Yi-jeong.

A conexão artística com Agust D

Entre os temas que mais despertam curiosidade entre os admiradores está sua relação com Suga. Sem entrar em detalhes sobre questões pessoais, o sul-coreano ressaltou a parceria criativa construída ao longo dos anos com o integrante do BTS.

“Na verdade, sou um pouco cauteloso quando se trata de falar sobre relações pessoais. Mas, musicalmente, o artista com quem tenho uma conexão mais profunda é, sem dúvida, o Agust D. Nossa relação vai muito além de conversas ou palavras. Nós nos comunicamos principalmente por meio da música. Por isso, mais do que saber com quem sou próximo, gostaria que as pessoas observassem quais músicas eu criei e como consigo me provar no palco como artista”.

“Daechwita” e um legado que atravessa gerações

Quando o assunto são os trabalhos mais marcantes de sua história na música, uma faixa surge imediatamente em sua memória. Para EL CAPITXN, “Daechwita” representa um encontro raro entre conceito, sonoridade e expressão visual: “‘Daechwita’ é uma obra que deixou uma marca muito forte na minha trajetória e que provavelmente continuará sendo inesquecível por muito tempo. Não é apenas uma música que teve uma boa recepção por ser bem produzida”.

“Eu a vejo como uma obra em que a identidade do artista, o som, o conceito visual e diversos outros elementos se uniram de forma extremamente harmoniosa. Acredito que seja uma canção em que elementos tradicionais e energia contemporânea colidem de frente, sem qualquer artificialidade. E foi justamente desse choque que nasceu um universo próprio”, disse o astro.

O carinho pelos brasileiros

Não é segredo que o Brasil ocupa um lugar de destaque no cenário mundial do K-pop. Para EL CAPITXN, a identificação entre os brasileiros e o gênero está diretamente ligada à forma intensa como as emoções são demonstradas: “Antes de tudo, agradeço muito por enxergarem meu trabalho dessa forma. Mas, sinceramente, não gosto de me definir como uma pessoa importante. Prefiro dizer que fui alguém que se entregou de coração a momentos importantes”.

“Acredito que os brasileiros se identificam tanto com o K-pop porque expressam suas emoções com intensidade máxima. E acho que existe uma semelhança muito grande entre o K-pop e os fãs brasileiros. Quando gostam de algo, demonstram isso sem reservas. Essa energia se manifesta de forma muito espontânea e intensa. Para mim, essa sinceridade é uma enorme fonte de motivação e uma das forças que me impulsionam a seguir criando”, pontuou.

O que esperar dos shows no Brasil

Quem espera encontrar apenas o produtor responsável por sucessos conhecidos pode se surpreender. Segundo o famoso, as apresentações foram pensadas para revelar um lado mais intenso, vulnerável e autêntico de sua expressão criativa: “O que quero apresentar nesta turnê não é apenas o produtor EL CAPITXN, mas o artista EL CAPITXN, alguém que expressa seu próprio universo com todo o corpo e toda a alma em cima do palco”.

“Não quero ser apenas alguém que toca suas músicas e vai embora depois da apresentação. Ainda existem muitas coisas que quero experimentar e desenvolver, mas acredito que meus shows precisam ser um ponto de colisão intensa entre som, narrativa e a energia daquele momento. Tenho uma característica muito forte: sempre que tentam me prender dentro de uma única imagem ou definição, sinto vontade de romper essa barreira. Por isso, não quero oferecer apenas uma apresentação de DJ”, contou Jang para o jornalista Adriel Marques.

“Quero mostrar algo que se pareça com a luta, a inquietação e a expressão mais crua de um artista. Quero ser o mais sincero e explícito possível. E espero que, quando vocês voltarem para casa após o show, não pensem apenas: ‘Assisti ao produtor do BTS’. Espero que sintam que viram a apresentação de um artista realmente diferente, estranho até, de uma forma positiva. Porque, no fim das contas, são justamente as coisas mais incomuns que permanecem na memória por mais tempo”, finalizou.

A turnê brasileira de EL CAPITXN começa em 4 de julho, em Brasília, no Estacionamento 1 do Parque da Cidade. Depois, segue para o Rio de Janeiro, em 5 de julho, no Tijuca Tênis Clube; Porto Alegre, em 12 de julho, no Parthenon Tennis Club; São Paulo, em 18 de julho, na Vip Station; Manaus, em 25 de julho, no Manaus Plaza Shopping Convenções; e Recife, em 26 de julho, no Clube ASPCRE.

Os ingressos para a turnê “WHO KILLED EL?” estão disponíveis exclusivamente pela plataforma Q2 Ingressos, com opção de pagamento via Pix sem taxa de conveniência. Realizada pela Next Level, a série de apresentações marca a chegada ao Brasil de um dos nomes mais influentes dos bastidores da música sul-coreana. Agora, longe dos créditos e diante dos holofotes, a estrela pretende mostrar ao público exatamente quem é.

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