Galípolo defende Campos Neto sobre acordo de R$ 300 mil firmado com BC

Tema foi levantado por Calheiros; caso investigava falhas de supervisão em operações de câmbio quando Campos Neto trabalhava no Santander

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, defendeu nesta 3ª feira (19.mai.2026) o acordo feito entre a autoridade monetária e Roberto Campos Neto à época em que ele atuava como executivo do Santander. Galípolo disse que o termo de compromisso foi apenas um mecanismo administrativo previsto em lei para encerrar processos internos do BC relacionados a infrações consideradas não graves.

A declaração foi feita durante audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) em resposta ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), que afirmou que o BC teria feito um acordo com Campos Neto para blindar o ex-presidente da autarquia.

O termo em questão envolveu o pagamento de R$ 300 mil para encerrar um processo administrativo que investigava supostas falhas em operações de câmbio realizadas na época em que Campos Neto estava no Santander. O acordo não significou admissão de culpa, mas serviu para encerrar a apuração administrativa aberta pela autoridade monetária.

A investigação analisou se Campos Neto deixou de verificar corretamente a legalidade de operações cambiais e a qualificação de clientes do banco, conforme exigem normas do próprio BC e da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Os fatos investigados ocorreram antes de ele assumir a presidência do BC, período em que ocupava cargos de liderança no Santander, incluindo funções ligadas à tesouraria e operações internacionais.

Galípolo declarou que o BC não faz “termo de leniência” no sentido criminal da palavra e que nenhum acordo administrativo pode impedir investigações da PF (Polícia Federal), do Ministério Público ou de outros órgãos. Ele afirmou que dizer que o BC “apagou provas” ou encerrou investigações criminais seria um equívoco jurídico.

Ele ainda destacou que o Banco Central apenas aplica normas aprovadas pelo Congresso e pelo Executivo, negando que tenha havido uma decisão política ou pessoal para beneficiar seu antecessor.


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