Hapvida (HAPV3) lidera ações “esticadas”; Suzano (SUZB3) aparece “descontada”

A Hapvida (HAPV3) voltou a entrar no radar do mercado após figurar entre os ativos mais “esticados” do Ibovespa, conforme a leitura do Índice de Força Relativa (IFR). Na última aferição, o indicador registrou 73,16 pontos, em nível de sobrecompra — faixa que, em geral, indica que, após um movimento mais intenso de valorização, o papel pode passar por uma correção técnica no curto prazo. Em 2026, a ação recua 4,34%, enquanto, no acumulado de 12 meses, a queda chega a 58,07%.

No sentido oposto, a Suzano (SUZB3) aparece entre os papéis mais “descontados” do índice, com IFR em 30,14 pontos, patamar próximo da zona de sobrevenda. Esse cenário pode apontar para uma assimetria potencialmente interessante ao investidor, embora ainda exija cautela diante da dinâmica recente das cotações e da ausência de gatilhos mais claros que sustentem uma retomada mais consistente. Em 2026, o ativo acumula baixa de 12,06%, enquanto, no horizonte de 12 meses, ainda registra alta de 11,08%.

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IFR: ações da bolsa

O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.

Na prática, esse quadro sugere que a Hapvida (HAPV3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Suzano (SUZB3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.

Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Gerdau (GGBR4), Eneva (ENEV3), Usiminas (USIM5) e Sabesp (SBSP3).

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Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Ambev (ABEV3), Klabin (KLBN11), Totvs (TOTS3) e Yduqs (YDUQ3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.

Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Hapvida (HAPV3)

A Hapvida (HAPV3) mantém trajetória de alta no curto prazo, em um movimento que sinaliza recuperação após a forte sequência de quedas. No gráfico diário, observo o papel negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés positivo e evidencia a predominância do fluxo comprador neste horizonte. Na última sessão, a ação avançou 5,94%, encerrando cotada a R$ 14,09, após oscilar entre a mínima de R$ 13,30 e a máxima de R$ 14,17.

Apesar desse ambiente mais construtivo, já identifico sinais de maior esticamento, com o preço mais afastado das médias móveis, enquanto o IFR (14) marca 73,16, em região de sobrecompra. Esse cenário aumenta a probabilidade de correções pontuais ou até de uma fase de consolidação no curto prazo, embora, até o momento, não haja sinais técnicos claros de reversão da tendência principal.

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Para a continuidade do movimento de alta, entendo que será importante acompanhar um eventual rompimento da resistência em R$ 14,58/ R$ 16,75, faixa que pode abrir espaço para novas projeções altistas. Por outro lado, uma correção mais intensa tende a ganhar força caso o ativo perca a região das médias móveis, mantendo no radar os suportes mais imediatos.

Resistências: R$ 14,58; R$ 16,75; R$ 20,00; R$ 22,50; 23,12.
Suportes: R$ 13,30; R$ 12,07; R$ 10,84; R$ 9,24; R$ 8,56; R$ 7,00 (mínima histórica).

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Suzano (SUZB3)

A Suzano (SUZB3) permanece inserida em uma trajetória de baixa no curto prazo. No gráfico diário, observo o ativo negociando abaixo das médias móveis, estrutura que confirma a predominância do fluxo vendedor. Na última sessão, o papel encerrou com recuo de 2,25%, fechando o pregão cotado a R$ 45,64.

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A tendência segue negativa, enquanto o IFR (14), em 30,14, se aproxima da região de sobrevenda — fator que pode abrir espaço para um repique técnico ou até períodos de consolidação no curto prazo. Ainda assim, o gráfico, por ora, não apresenta sinais técnicos consistentes que indiquem reversão da tendência predominante.

Para que o ativo volte a ganhar tração compradora, será necessário superar, inicialmente, a resistência em R$ 48,73 e, principalmente, a região de R$ 50,33. Em contrapartida, a pressão vendedora tende a se intensificar caso ocorra o rompimento do suporte em R$ 45,35 / R$ 43,99.

Resistências: R$ 48,73 R$ 50,33; R$ 52,33; R$ 53,99; R$ 59,65.
Suportes: R$ 45,35; R$ 43,99; R$ 41,86; R$ 40,43; R$ 38,16; R$ 36,92.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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