Instrução normativa também estabelece a inclusão de advertência nos rótulos para esclarecer riscos
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atualizou na 4ª feira (22.abr.2026) as regras para suplementos alimentares com cúrcuma, também conhecida como açafrão.

Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa ajusta os limites de uso da substância e aprimora rótulos, para proteger consumidores de riscos à saúde. Leia a íntegra (PDF – 156 kB).
Em nota, a Anvisa informou que a atualização foi motivada após a identificação, no cenário do monitoramento pós-mercado, de possível risco de danos ao fígado associado ao uso de suplementos e medicamentos com cúrcuma.
Em março, a agência chegou a publicar um alerta de farmacovigilância, para advertir pessoas que fazem uso dos produtos a respeito dos riscos.
A Anvisa esclareceu, na época, que o risco de toxicidade não está relacionado ao uso da cúrcuma para o preparo de alimentos no dia a dia. O alerta envolvia só medicamentos e suplementos, nos quais as concentrações são maiores.
O alerta se baseou em avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que utilizaram produtos com cúrcuma ou curcuminoides.
“O problema está associado especialmente a formulações e tecnologias que promovem um aumento na absorção da curcumina em níveis muito acima do consumo normal”, afirmou a Anvisa.
Entenda o que muda:
- advertência na rotulagem dos suplementos – “Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou com úlceras gástricas. Pessoas com enfermidades e/ou sob o uso de medicamentos, consulte seu médico”;
- limites de consumo da curcumina – devem ser calculados pela soma de seus 3 principais componentes (curcuminoides totais);
- inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos – haverá restrição de mistura desse novo componente com o extrato natural da planta no mesmo produto, para evitar sobrecarga da substância no organismo.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 22 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

