Presidente gravou de São Paulo, onde fez procedimentos médicos, e cobrou militância na rua em vez de política pelo celular
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu à abertura do 8º Congresso Nacional do PT, nesta 6ª feira (24.abr.2026), em Brasília. Ele estava em São Paulo, onde realizou 2 procedimentos médicos no Hospital Sírio-Libanês. A lesão que o petista, 80 anos, tinha em seu couro cabeludo era um carcinoma (câncer) basocelular.
Lula enviou um vídeo ao evento e cobrou da militância que abandone o celular e vá às ruas fazer política corpo a corpo. Também sinalizou sua intenção de disputar um 4º mandato em 2026. “Se preparem para o seguinte: eu vou ser presidente outra vez.”
Assista (5min13s):
A ausência do presidente deu o tom de uma abertura morna. O plenário do Complexo Brasil 21 começou esvaziado e só ganhou volume por volta das 20h. A baixa presença de jovens também era notável. No vídeo, o presidente criticou o ativismo digital como substituto da política presencial.
“No zap, é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa […] Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas”, declarou.
Ele defendeu que o PT entre na campanha mostrando o que fez, e não com promessas que não pode cumprir. Elencou como trunfos do governo o crescimento acima de 3% do PIB, a menor inflação acumulada em 4 anos, o aumento do salário mínimo e os investimentos em educação e saúde. Cobrou que o partido compare seu desempenho com o dos governos anteriores.
“Quem está no governo tem que ter como grande arma para ganhar as eleições mostrar o que fez”, disse.
Para um eventual 4º mandato, defendeu uma “revolução” na educação como prioridade —com expansão das escolas de tempo integral, dos institutos federais e das universidades.
O 8º Congresso Nacional do PT
O Partido dos Trabalhadores realiza seu 8º Congresso Nacional entre esta 6ª feira (24.abr) e domingo (26.abr), no Complexo Brasil 21, em Brasília. O evento reúne cerca de 600 representantes e discute a conjuntura política, tática eleitoral para 2026 e o papel do Brasil no mundo. Leia a íntegra (PDF – 99 kB) da programação.
Há a defesa de uma reforma do Judiciário e de mudanças nas Forças Armadas. O evento colocará em discussão essas e outras propostas.
Estavam entre os presentes:
- Edinho Silva (presidente nacional do PT);
- Jilmar Tatto (vice-presidente nacional do PT e deputado federal por SP);
- José Guimarães (ministro da Secretaria de Relações Institucionais);
- Humberto Costa (senador pelo PT-PE e 2º vice-presidente do Senado);
- Zeca Dirceu (deputado federal pelo PT-PR);
- Pedro Uczai (líder do PT na Câmara dos Deputados e deputado federal por SC);
- Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
- Paulo Okamotto (ex-presidente da Fundação Perseu Abramo e um dos coordenadores da campanha de Lula);
- Carlos Lupi (ex-ministro da Previdência Social e presidente do PDT);
- José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil);
- Márcia Lopes (ministra das Mulheres).
A sigla completou 46 anos de fundação em 10 de fevereiro. Diz querer “reforçar suas raízes e ampliar os debates sobre o futuro”.



