Saldo negativo subiu 106% ante março de 2025; em 12 meses, deficit sobe para US$ 64,3 bilhões
As transações correntes das contas externas do Brasil registraram um deficit de US$ 6,0 bilhões em março. Esse foi o maior valor para o mês desde 2024, quando o saldo negativo somou US$ 6,5 bilhões. O Banco Central divulgou o relatório “Estatísticas do setor externo” nesta 6ª feira (24.abr.2026). Eis a íntegra do documento (PDF – 197 kB).
O levantamento considera o saldo da balança comercial (exportações e importações), os serviços adquiridos por brasileiros no exterior e a renda, como remessa de juros, lucros e dividendos para outros países. Entram na conta, por exemplo, os serviços de streaming (como Netflix, Spotify etc.) e os serviços de telecomunicações, como cloud e software.
O deficit de US$ 6 bilhões representa um aumento de 106% em relação ao saldo negativo de março de 2025, quando totalizou US$ 2,9 bilhões. Segundo o Banco Central, o aumento decorreu principalmente dos seguintes fatores:
- redução de US$1,6 bilhão no superavit comercial de bens;
- aumentos nos deficits em renda primária, US$1,1 bilhão, e serviços, US$0,6 bilhão.
Leia no quadro abaixo o detalhamento:
O Brasil registrou deficit em transações correntes de US$ 64,3 bilhões no acumulado de 12 meses até março. O valor representa 2,71% do PIB (Produto Interno Bruto). Até fevereiro, o saldo negativo era de US$ 61,2 bilhões (2,61% do PIB).




