Tapete vermelho do Oscar 2026 vira palco de protestos contra políticas anti-imigração

Broches, acessórios e declarações públicas marcaram a chegada de convidados, com críticas a políticas migratórias dos EUA

A cerimônia do Oscar 2026, realizada neste domingo (15/3) em Hollywood, ganhou contornos políticos ainda antes do início da premiação. Durante a passagem pelo tapete vermelho, diversos artistas aproveitaram a visibilidade do evento para expor posicionamentos sobre temas globais, como imigração, guerras e direitos humanos. Entre os símbolos mais recorrentes esteve o uso de broches com a mensagem “ICE OUT”, referência ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

O slogan, associado a protestos recentes no país, pede mudanças ou até o fim das operações do órgão, alvo de críticas de grupos que denunciam práticas consideradas repressivas contra imigrantes. A frase tem sido vista em marchas, campanhas online e agora também em eventos de grande alcance midiático.

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Foto: Richard Shotwell/Invision/AP

Glennon Doyle protesta contra o ICEFoto: Richard Shotwell/Invision/AP

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Nadim Cheikhrouha no Oscar 2026Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Nadim Cheikhrouha no Oscar 2026Foto: Jordan Strauss/Invision/AP

Foto: AP Photo/Gregory Bull

Malgosia Turzanska no Oscar 2026Foto: AP Photo/Gregory Bull

Reprodução: X/@WhiteHouse

Um dos trechos do vídeo da Casa Branca que usou a canção “Juno”, de Sabrina CarpenterReprodução: X/@WhiteHouse

Reprodução: YouTube/U.S. Immigration and Customs Enforcement

O ICE (Immigration and Customs Enforcement, ou Serviço de Imigração e Alfândega) é a agência federal dos EUA responsável por aplicar leis migratórias dentro do paísReprodução: YouTube/U.S. Immigration and Customs Enforcement


Figurinistas, músicos e ativistas exibiram o acessório como forma de protesto silencioso. A cantora Sara Bareilles e a figurinista Malgosia Turzanska, indicada ao prêmio por seu trabalho em “Hamnet”, foram algumas das personalidades que adotaram o símbolo. Já a escritora Glennon Doyle optou por uma manifestação mais direta, ao carregar uma bolsa com mensagem crítica à agência.

Outros convidados também levaram ao tapete vermelho posicionamentos relacionados a conflitos internacionais. A diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, indicada ao Oscar de “Melhor Filme Internacional” pelo docudrama “A Voz de Hind Rajab”, destacou que a premiação não deve ser vista como um espaço desconectado da realidade mundial. Segundo ela, a ausência de um dos protagonistas de seu filme, impedido de entrar nos Estados Unidos por restrições migratórias, evidencia o impacto das políticas adotadas pelo governo norte-americano.

Integrantes do elenco da produção reforçaram o debate sobre mobilidade e direitos. Os atores Amer Hlehel e Clara Khoury criticaram limitações impostas a determinadas nacionalidades e associaram o tema a discussões mais amplas sobre discriminação baseada em origem, religião ou cor. Além das mensagens ligadas à imigração, alguns participantes também exibiram broches em defesa de cessar-fogo em conflitos armados, ampliando o tom político de uma noite tradicionalmente voltada à celebração do cinema.

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