Petróleo salta 9% e supera US$ 100 com novas ameaças do Irã à navegação em Ormuz

O petróleo disparou 9% nesta quinta-feira, 12, à medida que crescem as tensões acerca da navegabilidade no Estreito de Ormuz uma das principais rotas globais de escoamento da commodity. O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta que o trecho deve permanecer fechado e prometeu “vingança” pelas mortes iranianas na guerra com os Estados Unidos.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 9,74% (US$ 8,48), a US$ 95,73 o barril.

Já o Brent para maio subiu 9,21% (US$ 8,48), a US$ 100,46 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo atingiu a marca-chave de US$ 100 por barril na madrugada, em meio a ataques iranianos a refinarias no Iraque. Outro impulso nos preços da commodity foram as declarações de Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz e a ameaça de abrir novas frentes na guerra contra os EUA caso o conflito no Oriente Médio continue. Mojtaba é filho do aiatolá Ali Khamenei, que foi morto pelos EUA e por Israel nos ataques iniciais da guerra.

Para a Capital Economics, a alta nos preços do petróleo na sessão foi alimentada por imagens de petroleiros em chamas no Estreito de Ormuz, o que ofuscou a notícia de uma liberação recorde de reservas emergenciais de petróleo por países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE). Em relatório, a organização reduziu nesta quinta o crescimento da produção petrolífera global de 2,4 milhões de barris por dia (bpd) para 1 1 milhão de bpd.

No Golfo Pérsico, o governo iraquiano afirmou que o país prepara rotas alternativas de exportação para o petróleo, após suspender na quarta-feira parte da produção diante da ofensiva militar do Irã às refinarias do país.

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Já a maior petrolífera da Arábia Saudita, a Saudi Aramco, informou que está em negociações com empresas ucranianas para comprar drones que podem ajudar a proteger seus campos de petróleo, segundo o The Wall Street Journal.

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