Laudo do IML aponta marcas de unha na face de policial baleada em SP

Perícia após exumação mostrou lesões na face e no pescoço da policial, compatíveis com pressão; Gisele Alves Santana foi encontrada morta com tiro na cabeça

Laudo necroscópico realizado pelo IML (Instituto Médico Legal) em seguida da exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana apontou lesões contundentes na face e na região cervical da vítima. 

Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha. O laudo tem data do último sábado (7.mar.2026), um dia depois da exumação do corpo da PM. 

No laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro de 2026, no dia seguinte à morte de Gisele, já havia menção a lesões na face e no pescoço, na lateral direita.

Na ocasião, o médico legista havia descrito “estigmas digitais”, ou seja, lesões equimóticas, formato arredondado e compatíveis com pressão digital. Já em relação ao “estigma ungueal”, causado por unha, a descrição indicava lesão superficial em formato meia-lua.

Ambos os laudos apontam que a morte decorreu de traumatismo cranioencefálico grave por disparo de projétil de arma de fogo.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que “a autoridade policial aguarda os laudos referentes à reconstituição e exumação do corpo da vítima”. A pasta acrescentou que detalhes serão preservados, devido ao sigilo judicial imposto.

A policial militar foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento em que morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite. Ele estava no local e reportou o caso às autoridades como suicídio.


Com Informações da  Agência Brasil


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