Defesa afirma que a mistura de produtos químicos era realizada por determinação de um superior hierárquico da academia, conforme orientações repassadas ao funcionário
O manobrista Severino, apontado como responsável pela manutenção da piscina da academia C4 Gym, afirmou, em entrevista coletiva, que apenas cumpria ordens dentro da empresa. Segundo ele, seu celular pessoal foi apreendido pela Polícia Civil e será analisado no curso da investigação.
“Sou funcionário da empresa, sigo ordens. Meu celular foi apreendido para averiguações e é isso que eu tenho a dizer no momento”, declarou.
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Severino Silva, manobrista responsável pela manutenção da piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução

Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução

Produtos utilizados na piscina da academia C4 GymFoto: Reprodução

Veja o momento em que mulher sai da piscina passando mal horas antes de morrer por intoxicaçãoFoto: Reprodução

Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução

Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução

Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução

Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução

Mulher morre e quatro pessoas são internadas após nadarem em piscina de academiaFoto: Reprodução
A advogada de Severino, Bárbara Bonvicini, reforçou que o funcionário não tomava decisões técnicas por conta própria e que a mistura dos produtos químicos era feita por determinação de um superior hierárquico. “Os superiores é que pediam para que ele fizesse a mistura. Um superior específico dava essa ordem”, afirmou.
Segundo a defesa, embora Severino realizasse a mistura sozinho, a orientação vinha de cima. “Ele fazia essa mistura, sim, mas por ordem do próprio superior”, disse a advogada.
Bárbara Bonvicini afirmou ainda que a defesa aguarda o avanço das investigações e a conclusão dos laudos. “Neste momento, vamos aguardar o deslinde das investigações, até porque precisamos dos laudos dos produtos do local, enfim, do próprio celular dele”, declarou.
Questionada sobre o conteúdo das mensagens apreendidas, a advogada afirmou que os registros mostram conversas diretas com um superior responsável pelas ordens. “As conversas eram com o superior dele, que determinava a quantidade e qual produto deveria ser utilizado”, disse.
A advogada evitou identificar quem era essa pessoa. “Não vou comentar quem é neste momento, não é adequado, mas é um superior dele”, afirmou, sem confirmar se se trata de um gerente ou de um dos proprietários da academia.
A Polícia Civil investiga se a manipulação inadequada de produtos químicos causou a liberação de gases tóxicos na piscina, resultando na morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e na intoxicação de outras pessoas.




