Termelétrica no DF? Adasa esclarece papel técnico e descarta responsabilidade sobre decisão federal

Por Eugênio Piedade

A possível instalação de uma usina termelétrica no Distrito Federal tem gerado debates e preocupações entre especialistas, ambientalistas e a população local. Em meio a essa repercussão, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) se posicionou oficialmente para esclarecer sua atuação no processo e afastar qualquer associação com a decisão política ou estratégica do projeto.

Segundo nota divulgada pela agência, a implantação da termelétrica é uma iniciativa exclusiva do Governo Federal. Ou seja, os órgãos distritais — incluindo a própria Adasa — não têm poder de decisão sobre a viabilidade do empreendimento, cabendo a eles apenas a execução de análises técnicas dentro dos limites legais de sua atuação.

No caso específico da Adasa, o foco recai sobre a verificação da disponibilidade hídrica necessária à operação da usina, etapa que envolve a concessão de outorga para uso da água. A agência destaca que todo o processo foi conduzido com base em critérios técnicos, legais e atualizados, contrariando críticas de que as decisões estariam fundamentadas apenas em estudos ultrapassados.

“A avaliação levou em consideração um plano hídrico estruturado em 2012, mas que foi ratificado por estudos complementares em 2019, e que atualmente passa por um novo ciclo de atualização, com previsão de entrega até o final de 2025”, informa a Adasa. O plano em questão define as vazões de referência, que orientam a concessão de outorgas, sendo ajustado, em média, a cada seis anos e meio.

Com isso, a agência reafirma seu compromisso com a transparência, o rigor técnico e o respeito à população do Distrito Federal, ressaltando que qualquer decisão sobre a presença ou não da usina no território local não cabe ao governo distrital, mas sim à esfera federal.

Enquanto o debate sobre os impactos ambientais e estruturais da termelétrica continua, a população segue atenta e cobrando clareza sobre os próximos passos. Resta agora acompanhar os desdobramentos federais e os pareceres técnicos que ainda devem ser apresentados nas próximas fases do projeto.

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