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O Conselho Arbitral do Campeonato Candango 2026, realizado na manhã de segunda-feira (27/10), em um restaurante no Lago Sul, teve como um dos pontos mais debatido o novo critério de definição do terceiro colocado da competição. A discussão ganhou relevância com a inclusão da terceira vaga do Distrito Federal na Copa do Brasil, conquista viabilizada pela reformulação do calendário nacional da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Até a última edição, o futebol candango contava com duas vagas no torneio nacional, tradicionalmente destinadas aos finalistas do Candangão. Agora, com três representantes garantidos, a disputa pelo terceiro lugar passou a ter peso direto na classificação para a Copa do Brasil 2027.
Em 2025, a posição foi definida com base apenas no desempenho das semifinais, desconsiderando os pontos somados durante a primeira fase. Nesse formato, o Ceilândia ficou com o terceiro lugar ao registrar saldo de gols negativo menor (-1) que o do Brasiliense (-3). Caso os pontos da fase classificatória tivessem sido considerados, o Jacaré teria ficado à frente. A Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) ainda não divulgou o dono da vaga na Copa do Brasil de 2026.
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Durante o arbitral, o Brasiliense apresentou uma proposta para mudar o critério para 2026 e incluir o desempenho da primeira fase como fator decisivo para a classificação final. A sugestão foi colocada em votação entre os dez clubes participantes (Aruc, Brasília, Brasiliense, Capital, Ceilândia, Gama, Paranoá, Real Brasília, Samambaia e Sobradinho) e terminou empatada por 5 × 5. Pelo regulamento da FFDF, em caso de igualdade, prevalece o modelo anterior.
Assim, em 2026, o terceiro colocado do Candangão será novamente determinado somente pelos resultados das semifinais, considerando saldo de gols e pontuação obtida nessa fase, sem relação com o desempenho nas nove rodadas iniciais.
Uma alternativa levantada por dirigentes seria a criação de uma partida específica para decidir o 3º lugar, mas a ideia foi descartada por caracterizar mudança de formato de disputa, algo vedado pela CBF. Segundo o regulamento, qualquer alteração estrutural só pode ser feita após duas edições consecutivas sob o mesmo modelo e 2025 foi o primeiro ano com final única.
Com a definição, o próximo Candangão mantém o formato vigente e reforça a importância das semifinais, que agora valem não só a vaga na decisão, mas também o passaporte para a Copa do Brasil até para quem é eliminado de forma precoce na luta pelo título da principal competição de clubes do Distrito Federal.
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