Diferente de alguns textos que já escrevi sobre acreditar em si mesmo, este nasce de outro lugar. Escrevo agora para mostrar que nem sempre, mesmo quando procuramos fazer o melhor, aquilo que entregamos parece ser o nosso 100%.
Digo isso porque tentamos manter o controle daquilo sobre o que, de fato, temos algum controle, ou do que acreditamos que seja controle. Em determinado momento, tudo entra em colapso, e você já não sabe o que falar, o que dizer ou o que sentir. Normalmente, a mente nos alcança de uma forma tão dolorosa que, particularmente quando algo (por exemplo, numa segunda-feira), não acontece da forma como gostaríamos, entramos em parafusos.
E é nessas horas que eu me pergunto (e pergunto a você também)”até onde a gente chega?”… Em um momento da vida ou da trajetória profissional, em que valores e prioridades começam a entrar em choque, quase como um delírio frente à realidade e às coisas que desejamos fazer?
Voltando a essa questão de buscar fazer aquilo que é necessário, mas não conseguir, a sensação que surge é a frustração. Frustração por não dar conta, mas também por tentarmos ser um pouco complacentes com aquilo que vivemos e com as formas que encontramos para contornar a vida, numa tentativa quase constante de não nos sentirmos culpados.
Eu entendo que pesquisas já mostraram que 99% das coisas que pensamos não são, de fato, aquilo que está acontecendo. Ainda assim, nos vemos assumindo o que não existe como se tivesse um formato concreto de existência, e isso é o tempo todo. Criamos tantos achismos em nossa cabeça que a plenitude de viver aquilo que ao menos conseguimos resgatar durante o dia, (ou mesmo de uma segunda-feira inteira), acaba sendo atravessada por objetivos, cobranças e outras questões.
Sendo assim, este texto é muito mais reflexivo. Ele não traz um ponto positivo evidente. É, antes, uma tentativa de mostrar que estamos sempre em um eterno jogo entre a nossa mente, a realidade concreta e as situações que vivenciamos.
E se, quando algo vir à tona de forma inesperada, possamos abraçar a situação de um jeito que não nos machuque.
E, sobretudo, que possamos nos perguntar se vale a pena segurar tudo com tanta complexidade… Ou se estamos apenas segurando uma corda e nos machucando à toa.
Aimée é uma planejadora urbana com mais de 15 anos de experiência em Marketing, consultora de pós-graduação em NeuroMarketing, Artista Visual internacional e CEO da Tkart, uma empresa internacional de marketing.
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