Taxas dos DIs caem em meio à esperança de acordo entre EUA e Irã

SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) – As taxas dos ⁠DIs fecharam a quarta-feira em baixa, em uma sessão positiva para os ⁠ativos de risco ao redor do mundo, em meio à esperança de que EUA e Irã ‌possam chegar a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.

No fim da tarde a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,79%, com queda de 11 pontos-base ante o ajuste ‌de 13,898% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,995%, com recuo de 4 pontos-base ante 14,032%.

Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, falou em progresso nas negociações com o Irã, que incluiria uma importante concessão de Teerã. Uma fonte em Washington também confirmou que os EUA enviaram ao Irã uma proposta de acordo com 15 pontos, confirmando reportagem do New ⁠York ‌Times sobre o assunto.

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Nesta quarta-feira, uma autoridade citada pela iraniana Press TV informou que o Irã analisou o ⁠plano dos EUA para encerrar a guerra, mas considerou suas condições excessivas. Conforme a autoridade, Teerã encerrará a guerra somente quando escolher fazer isso e se suas condições forem atendidas.

Durante a tarde, foi a vez de a Casa Branca afirmar que Trump vai atacar o Irã com mais força se Teerã não aceitar que foi ‘derrotado militarmente’.

Apesar das idas e vindas nos discursos, os investidores se apegaram ​à esperança de que a guerra possa ter um desfecho, com a retomada do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial.

Neste cenário, o petróleo tipo Brent chegou a ​oscilar abaixo dos US$100 o barril durante o dia, aliviando em parte as preocupações sobre os efeitos inflacionários da guerra nos países.

No Brasil, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 13,730% (-16 pontos-base) às 15h15, quando a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,905% (-13 pontos-base). Perto deste horário, o dólar também registrou a cotação mínima do dia ante o real.

No mercado, porém, seguem ‌as dúvidas sobre o que o Banco Central anunciará em sua reunião ​de política monetária do fim de abril: nova redução de 25 pontos-base da Selic, aceleração do corte para 50 pontos-base ou mesmo manutenção da taxa em 14,75%, a depender da guerra no Oriente Médio.

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Na manhã de quinta-feira, o BC publicará o Relatório de ⁠Política Monetária do primeiro trimestre do ano, ​com entrevista coletiva a partir ​das 11h com o diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, e o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. Os investidores estarão atentos principalmente à ⁠coletiva, em busca de mais pistas sobre o futuro da ​Selic.

No campo político, pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro. Já ​o petista segue na liderança nos cenários de primeiro turno.

Nas quatro simulações de primeiro turno em que Lula e Flávio aparecem como candidatos, o petista soma 46% das intenções de ​voto em todas elas, ao passo ⁠que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tem entre 36% e 42%. Na simulação de segundo turno, Flávio tem 47,6% e ⁠Lula soma 46,6%. A margem de erro é de 1 ponto-percentual.

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No exterior, em meio à expectativa de que EUA e Irã possam chegar a um acordo, os rendimentos dos Treasuries cediam. Às 16h36, o rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 5 pontos-base, a 3,883%. O retorno do título de dez anos — referência global para decisões de investimento — caía 7 pontos-base, a ​4,324%.

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