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O Complexo Esportivo JK, no Paranoá, voltou ao centro das discussões sobre infraestrutura esportiva do Distrito Federal. Após o Capital divulgar uma proposta de revitalização — incluindo reforma total do estádio, requalificação do ginásio e novos espaços comunitários —, o projeto finalmente ganhou tração dentro do GDF, especialmente na Secretaria de Projetos Especiais (Sepe). Os trâmites, no entanto, estão nas etapas iniciais.
Questionada pela reportagem do Distrito do Esporte, a pasta confirmou ter recebido, em 13 de outubro de 2025, a versão revisada dos estudos técnico, jurídico e financeiro responsáveis por embasar a possível parceria para reforma do equipamento esportivo. Trata-se do documento que, pela primeira vez, reúne as correções exigidas pela análise preliminar do governo e habilita oficialmente o avanço para a fase decisiva de avaliação.
Segundo a Sepe, o Capital protocolou a primeira versão dos estudos em 30 de janeiro de 2024, na Casa Civil. Mas, logo após as primeiras leituras, a pasta identificou inconsistências que impediam a continuidade do rito administrativo. “Constatou-se que os estudos demandavam ajustes antes de prosseguimento junto a esta Secretaria”, explicou o órgão. Só com a entrega da versão revisada, em 13 de outubro, o processo pôde retornar ao fluxo formal.
As documentações estão organizadas em dois processos, um inicial e outro posterior aos ajustes. A partir de agora, o projeto entra na etapa de avaliação e seleção, prevista no art. 7º, inciso III, do Decreto nº 39.613/2019. Nesta fase, pareceres técnicos, investigações e análises comparativas são produzidos, mas ainda sem publicidade. “Levantamentos, investigações, pareceres e manifestações técnicas somente podem ser disponibilizados após aviso de consulta e audiência públicas”, reforçou a Sepe ao DDE.
O cronograma está em fase definição. A pasta lista os passos obrigatórios: avaliação e seleção, consulta e audiência pública, modelagem final do projeto e submissão aos órgãos de controle. A ausência de datas está diretamente ligada à “recente entrega dos estudos revisados pelo Capital”, segundo o órgão vinculado ao Governo do Distrito Federal (GDF).
O chamamento público lançado em junho de 2023 estabelece: qualquer projeto para o JK precisaria ir além de uma reforma estrutural. O edital determina um eixo de inclusão social. “A previsão de um programa de utilização social do Complexo Esportivo, visando promover a massificação do acesso ao esporte, sobretudo voltado às crianças e adolescentes do ensino básico, com apoio econômico da iniciativa privada”, detalha.
Com o rito formal reativado, a expectativa, agora, é pela abertura da consulta pública, momento no qual a sociedade poderá avaliar impactos, custos e contrapartidas da proposta. O Distrito do Esporte destacou, na quinta-feira (13/11) o projeto arquitetônico apresentado pelo Capital, com previsão de um complexo moderno, multifuncional e integrado ao território do Paranoá. A partir da análise governamental, será possível saber até onde essa visão poderá avançar.
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