
Um passarinho
assoprou galhos
não só para mim
mas também para mim
ou apesar de mim
ou nem aí pra mim.
Era mais um ninho
no Universo
mais ovo
mais cuidado
mais Vida.
Um passarinho.
Não,
dois
ou mais…
o ovo
o ovinho.
Um passarinho
Um ninho
Um ovinho.
E nada têm haver comigo
umbigo.
Nada tenho haver com o assoprar de galhos.
Tudo tenho haver com o assoprar de galhos.
Sou passarinho e ovinho e ninho e galhos e vento também.
Já não me caibo mais somente até o limite dos meus dedos.
Escrevo
Bato asas
E vôo.
Fábio Riani Costa Perinotto, ou o Binho.
Poeta desde criança: tinha 10 anos na primeira poesia que se tem registro. Poemas em saraus, em alguns livros, e na internet. É Meditador. Pedagogo. Há mais de 20 anos sua carreira é de articulador, produtor e gestor cultural – trabalha com gestão de políticas públicas desde o início dos Pontos de Cultura e Sistema Nacional de Cultura. É um Tuxaua Cultura Viva. Um Ser sendo e que faz Poesia no dia-a-dia quase sem querer, mas quer.
binho.rc.perinotto@gmail.com
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