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Ataques nulos e estéreis protagonizaram mais um 0 a 0 neste Campeonato Candango BRB 2026. O da vez foi na tarde desta quarta-feira (21/1), entre Brasiliense e Sobradinho, no Estádio Serejão, em Taguatinga, em jogo válido pela terceira rodada da competição.
É com o segundo placar seguido do Jacaré, que agora se prepara para o Clássico Verde-Amarelo do próximo domingo (25/1). Isto ainda podendo ver o maior rival abrir quatro pontos de diferença, caso vença o Samambaia, mais tarde. Brasiliense e Sobradinho estão com cinco pontos, com vantagem no saldo para o Ense, podendo fechar a rodada em quarto e quinto, respectivamente.
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Mudou, mas só no papel
O início do jogo era toda uma incógnita devido às alterações dos dois lados. O Brasiliense teve as entradas de João Teixeira e Erick Luís nos lugares de Fábio Sanches e Júlio Vitor, respectivamente. Além disso, Elyeser e Rafael Longuine voltaram ao banco de reservas. O Sobradinho até quis ser o mesmo da vitória contra o Paranoá, mas China se machucou no aquecimento e Vandinho entrou em seu lugar.
O primeiro chute do jogo foi de Felipe Manoel, aos cinco minutos, finalizando de fora da área por cima do gol adversário. As investidas do Jacaré eram pelas pontas, com o Leão da Serra fechando bem os espaços e chegando menos ao ataque no começo do jogo. A primeira chance visitante foi de Pedrinho, aos dez, praticamente repetindo o chute de Felipe Manoel, após um par de escanteios a favor.
Em 16 minutos, as tentativas falhas do Ense de explorar o lado de Vandinho como principal repertório impacientavam a comissão local. Mais ainda depois do alvinegro ter a primeira e mais clara chance do jogo, quando Pedrinho acionou Thiago André em velocidade, num contra-ataque em três contra dois. O ponta tentou tocar por cima do goleiros Matheus Kayser, que se saiu melhor e salvou o Brasiliense.
O cenário escancarava um Jacaré que rodava suas peças mas não encontrava solução para a baixa produção ofensiva. Mais que isso, o Leão aos poucos achava brecha para correr e buscar suas chances, provando a igualdade nas forças.
Parece que todo jogo um ponta da equipe amarela faz questão de dar nos nervos do torcedor: contra o Real Brasília foi Júlio Vitor e hoje era Jackson. O camisa sete até teve um chute no travessão, aos 27, desviado pelo goleiro Michael Henrique, no que foi o primeiro arremate do time de Taguatinga no duelo.
Três minutos antes, o atacante teve um constrangedor furo em um domínio de frente. Aos 31, Vandinho, seu marcador, se aventurou no ataque, deu-lhe uma caneta e cruzou rasteiro: Thiago André, também em tarde abaixo, não chegou a tempo de abrir o placar.
Na reta final, Luiz Carlos Winck trocou-o de lado com Erick Luís, uma das novidades da tarde, que, salvo engano, tocou duas vezes na bola. Assim, o Jacaré seguia sem se resolver tanto pelas bandas quanto por dentro.
Em contrapartida, o time leonino até tinha um bom jogo entre Pedrinho, destaque do time, e os volantes. Porém, esbarrava em pontas que nada somavam ao jogo, com os laterais sendo mais ativos na construção que os mesmos. Pasmem. Para estes dois times: sem pontas, sem gol em 45 minutos.
Problemas sem solução
Na tentativa de mudar o anterior cenário para o segundo tempo, Winck veio do intervalo com uma bateria de troca tripla. A cartada foi Júlio Vitor e Montanha para as pontas e Rafael Longuine por dentro: de cara, não funcionou. Antes dos sete minutos, sem acontecimentos, se ouvia a insatisfação de todo o Serejão pela postura do dono da casa.
Não à toa, a primeira chance do segundo tempo foi com Vandinho, aos 13, após receber bom passe de Pedrinho e chutar nas redes pelo lado de fora. O camisa 10 do Sobradinho, por sinal, era o único ponto positivo na construção em todo jogo, apesar de ter oscilado também, no começo da etapa complementar.
A resposta do Ense veio no minuto seguinte, em chute de Tarta, desviado, que levou perigo ao passar por cima do gol de Michael Henrique. Quem teve uma chance parecida, mas dentro da área, foi Rodriguinho, aos 19, dessa vez passando ao lado de Matheus Kayser.
Com seus pontas baixos, o Leão da Serra desenhava um encaixotado 4-5-1 na marcação: ferrolho para o nada criativo Jacaré. A cobertura exemplar dos zagueiros do Brasiliense, pelo contrário, se fez mostrar mais uma vez, não permitindo perigos próximos da sua meta.
O cansaço do meio-campo alvinegro, a partir dos 25 minutos, fez com que a defesa gastasse algo de tempo em passes errados que paravam no goleiro, em algumas ocasiões. Depois de 20 minutos o Ense voltou a levar susto, aos 34, em cabeceio ao lado de Montanha, após bom cruzamento de Daniel Vançan.
Falando em laterais, Ivan sentiu dores e saiu para dar lugar a Apodi. E ainda, em jogadores reconhecidos nacionalmente, o meia Bernardo foi a última carta do técnico Daniel Franco, aos 37. O ex-Vasco e Brasiliense finalizou a gol em falta aos 44 pela esquerda, espalmada por Matheus Kayser.
O Jacaré ainda teve finalização aos 47, por parte de Júlio Vitor, defendida em dois tempos por Michael Henrique, sendo último ato de destaque jogo. Escassas reclamações foram ouvidas das arquibancadas.
Brasiliense 0
Matheus Kayser; Ivan (Apodi), Euller 🟨, João Teixeira e Daniel Vançan; Felipe Manoel, Tarta e Marcos Jr 🟨 (Rafael Longuine); Erick Luís (Júlio Vitor), Jackson (Montanha) e Wallace Pernambucano (Anderson Magrão); Técnico: Luiz Carlos Winck
Sobradinho 0
Michael Henrique; Douglas Rato (Andrezinho), Medeiros, Felipe Kauan e China; Aldo, Geovane e Pedrinho 🟨 (Bernardo); Rodriguinho (Wilker), Thiago André 🟨 (Roniel) e Pipico 🟨 (Lucas Paranhos); Técnico: Daniel Franco
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