Consórcio oferta R$ 1.084 bilhão em outorga para projeto de duplicação e instalação de free flow na rota
O governo de São Paulo (SP) realizou nesta 6ª feira (27.fev.2026) o leilão da concessão da Rota Mogiana. O Consórcio Rota Mogiana, composto pela Azevedo & Travassos venceu o certame ao oferecer R$1,084 bilhão para a outorga pelo direito de administrar 520 quilômetros de rodovias estaduais pelos próximos 30 anos.
O ágio da proposta foi de 187.037,54%. Outras 3 ofertantes realizaram lances na sessão. Os demais lances ficaram de R$180,2 mil a R$1,019 bilhão.
O projeto inclui trechos das rodovias SP-107, SP-215, SP-333, SP-338, SP-340, SP-342, SP-344 e SP-350, consideradas estratégicas para a ligação entre municípios do interior e polos industriais e agrícolas da região. O contrato determina R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo do período.

Estão programadas duplicações de mais de 217 quilômetros, além da implantação de 138 quilômetros de faixas adicionais e 86 quilômetros de vias marginais. Também estão previstas 58 novas passarelas para pedestres e 129 dispositivos de interseção.
A estimativa do governo de São Paulo é que a nova concessão começará com redução nas tarifas atuais de pedágio, com quedas que podem chegar a 29% em algumas praças. Ao longo do contrato, os valores serão reajustados conforme as regras previstas no edital.
Entre as mudanças estruturais está a implementação do Sistema Automático Livre (free flow), modelo de pedágio sem cancelas, em que a cobrança é feita por meio de pórticos eletrônicos. A proposta é reduzir filas e eliminar pontos de retenção nas praças tradicionais.
Para o advogado especialista em infraestrutura e financiamento de projetos do escritório Castro Barros Advogados, Paulo Datas, o remate de uma rota “madura” como a Rota Mogiana, foi um investimento “certeiro”.
“É um passo importante na consolidação do seu nome como operadora de infraestrutura, especialmente por se tratar de um ativo em São Paulo, onde a regulação é mais madura e o histórico de concessões é sólido”, afirmou ao Poder360.



