Das moléculas agitadas ao freio do corpo que senta e sente.
Entre uma madrugada e outra fui no meu bloquinho interno curtir a folia das sensações.
01hora na manhã.
01hora na noite.
Observei de camarote minhas reações.
Vipassana… e vi passar nas veias uma avenida aberta da Sapucaí, ela era inteira em fluxos contínuos que vibrava “Sou Amor, Amor da cabeça aos pés”.
Um rei-momo/monge-budista agnóstico levitante me veio a mente, mas saiu… deixei ele desfiliar ou voar “nas asas de um passarinho”.
Importava mais eu do que ele – que nem existe.
Importou… importou até o momento de perceber (ou lembrar sem pensar): o “eu” também é invenção – mais uma máscara no salão.
Estou sendo.
Fui de Anitta para Anicca/Anicha/Anitcha/Anitya/Anitxá, e é O Tchan e TcheTchererê TcheTche até TchaTcha TchaTcha.
E sem latinha e sem álcool trago um gole de Belchior: “meu delírio é a experiência com coisas reais”.
De memória em memória, a conexão com o tempo no presente em silêncio sinto trilhas sonoras internas vibrarem: “Minha carne é de carnaval, meu coração é igual”.
E ainda que pulse “não deixe o samba morrer” no fundo a gente sabe que “todo o carnaval tem seu fim”.
Fábio Riani Costa Perinotto, ou o Binho.
Poeta desde criança: tinha 10 anos na primeira poesia que se tem registro. Poemas em saraus, em alguns livros, e na internet. É Meditador. Pedagogo. Há mais de 20 anos sua carreira é de articulador, produtor e gestor cultural – trabalha com gestão de políticas públicas desde o início dos Pontos de Cultura e Sistema Nacional de Cultura. É um Tuxaua Cultura Viva. Um Ser sendo e que faz Poesia no dia-a-dia quase sem querer, mas quer.
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