Uma pesquisa do LinkedIn revelou que o cargo de engenheiro de inteligência artificial registrou o crescimento mais acelerado no mercado de trabalho brasileiro nos últimos três anos. Mas essa não é a única oportunidade que surgiu com o avanço da tecnologia.
Em 2026, a inteligência artificial deixou de ser assunto exclusivo de grandes empresas de tecnologia. Ela está presente em saúde, finanças, educação, varejo e indústria — e criando, ao mesmo tempo, uma demanda urgente por profissionais capazes de operá-la, desenvolvê-la e aplicá-la de forma estratégica.
Para quem pensa em migrar de área ou ingressar no setor de tecnologia, entender quais profissões de IA estão em crescimento é o primeiro passo. Abaixo, veja um panorama das funções que já começaram a aparecer em todo lugar — e por que elas tendem a se expandir ainda mais.
Engenheiro de Inteligência Artificial: a profissão mais buscada
No Brasil, o cargo de engenheiro de inteligência artificial lidera o ranking de profissões com maior crescimento no mercado de trabalho, segundo levantamento do LinkedIn.
O que faz esse profissional
O engenheiro de IA desenvolve sistemas capazes de aprender com dados — como chatbots e modelos generativos — além de implementar soluções em produtos e plataformas e trabalhar com linguagens como Python.
A formação indicada costuma ser em Ciência da Computação, Engenharia da Computação ou Sistemas de Informação. Uma pós-graduação em Machine Learning representa um diferencial importante frente à concorrência.
Quanto ganha um engenheiro de IA
Segundo o Guia Salarial 2026 da Robert Half, a remuneração média para esse profissional varia entre R$ 19.500 e R$ 27.100, podendo ser maior em posições estratégicas.
Consultor de Inteligência Artificial: estratégia acima de tudo
Enquanto o engenheiro cuida da parte técnica, o consultor de IA atua no campo das decisões de negócio.
Esse profissional mapeia processos internos das empresas, identifica onde a tecnologia pode gerar valor real e apoia a gestão de risco e conformidade regulatória. A função exige uma combinação pouco comum: conhecimento técnico suficiente para dialogar com engenheiros e visão gerencial para conversar com a alta liderança.
Pesquisas do Gartner mostram que a habilidade mais valiosa em 2026 é saber lidar com processos — as ferramentas mudam rapidamente, mas a capacidade de repensar o fluxo de trabalho é um diferencial mais duradouro.
Analista de Dados e Anotador: a matéria-prima dos algoritmos
Antes que qualquer modelo de IA funcione bem, alguém precisa preparar os dados. É aí que entram os analistas de conteúdo e os anotadores de dados.
Por que esses profissionais importam
Eles classificam textos, imagens, áudios e vídeos que alimentam os algoritmos. Também definem critérios de anotação e verificam a presença de viés ou dados sensíveis — o que influencia diretamente a qualidade dos resultados que o sistema entrega.
Não se trata de uma função mecânica. Requer atenção a detalhes, conhecimento do contexto de aplicação e noção básica de ética em tecnologia.
Pesquisador de IA e Machine Learning: inovação no núcleo
Para quem tem perfil mais acadêmico, a pesquisa em IA representa uma área em expansão tanto em universidades quanto em laboratórios corporativos e startups.
De acordo com o Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial, estima-se a criação de 170 milhões de novos postos de trabalho globais até 2030, com destaque para áreas tecnológicas como ciência de dados e inteligência artificial.
Pesquisadores desenvolvem novos algoritmos, buscam eficiência energética nos modelos e trabalham para tornar os sistemas mais transparentes e interpretáveis. A atuação vai desde otimizar o desempenho de modelos existentes até criar abordagens inéditas para problemas ainda não resolvidos.
Técnico de Data Center: a base física da IA
Toda aplicação de IA funciona sobre uma infraestrutura física. Os técnicos de Data Center garantem que servidores, redes, sistemas de armazenamento e climatização operem sem interrupções.
Funções típicas nessa área
- Instalação e troca de GPUs: configuração de equipamentos de alto desempenho para suportar cargas intensivas de processamento.
- Monitoramento contínuo: acompanhamento de temperatura, consumo de energia e segurança física.
- Backup e recuperação: rotinas para preservar informações e manter operações com alta disponibilidade.
- Sustentabilidade aplicada: implementação de práticas que reduzem o impacto ambiental das operações.
Com a expansão da IA generativa e da computação em nuvem, a demanda por esses profissionais cresce em diferentes regiões, inclusive fora dos grandes centros.
Profissões de IA em crescimento: quais habilidades são valorizadas
Independentemente da função escolhida, algumas competências aparecem de forma recorrente nas vagas ligadas à IA.
Segundo levantamento do LinkedIn, o diferencial competitivo já não está apenas no acesso à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la aos sistemas existentes, garantir segurança e conformidade e transformar dados em decisões estratégicas com impacto real no negócio.
Entre as habilidades mais citadas pelas empresas em 2026:
- Técnicas: análise de dados, programação em Python, uso de modelos de linguagem, automação de processos e machine learning.
- Comportamentais: pensamento crítico, comunicação com equipes não técnicas, adaptabilidade e aprendizado contínuo.
- Transversais: noções de ética em IA, privacidade de dados e conformidade regulatória.
Como se preparar para entrar na área
Formações tradicionais, cursos livres, trilhas online e programas de requalificação se complementam para quem quer ingressar ou migrar para esse campo. O importante é manter a atualização constante, já que as ferramentas evoluem rapidamente.
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