Para presidente do partido, Edinho Silva, é necessário “reagir” contra as “forças do fascismo e da ultradireita”, que estariam organizadas
O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que é necessária uma “força-tarefa” para detectar e registrar materiais divulgados com ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em áudio encaminhado a dirigentes estaduais da sigla, Edinho disse que as informações serão organizadas para “pedir uma investigação por meio de órgãos do governo federal”.
Na mensagem, o presidente do PT declarou que “tem algo muito organizado” e mencionou as “forças do fascismo e da ultradireita”. Afirmou que há uma articulação para impedir o crescimento da aprovação de Lula e da visibilidade do nosso governo. O áudio foi divulgado em grupos de WhatsApp. O Poder360 teve acesso e confirmou que se tratava de Edinho.
Segundo Edinho, há uma articulação em curso para tentar frear o crescimento da aprovação do governo Lula e ampliar críticas ao presidente em diferentes regiões do país.
Ele cita a circulação de outdoors, panfletos e jornais com conteúdo contrário ao governo, e afirma que o partido precisa reagir de forma organizada.
A orientação é que dirigentes e militantes registrem os materiais, com informações sobre cidade, endereço e autoria, quando possível, para que “possam reagir”. As mensagens devem ser repassadas aos diretórios municipais.
“Estamos diante da eleição mais importante das nossas vidas. A reeleição do presidente Lula significa reequilibrar a correlação de forças da América do Sul, significa fortalecermos o presidente como o líder mundial do campo democrático”, disse.
ELEIÇŌES 2026
O principal opositor de Lula nas eleições deste ano é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem se aproximado nas pesquisas eleitorais do atual chefe do Executivo. Em Estados como Rio Grande do Sul e Amazonas os políticos empatam. Já nos cenários de Goiás e Amapá, Flávio sai na frente nas pesquisas de intenção de voto.
Em 17 de março, a sigla elevou o tom contra o senador. Em resolução da Executiva Nacional do PT, a legenda associa o senador ao legado do bolsonarismo e o define como a continuidade de um projeto “autoritário e antipopular”.
“Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública. Ao longo de sua trajetória parlamentar, Flávio Bolsonaro jamais apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do país ou para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro”, lê-se no documento.
Além de apontar Flávio como um alvo direto e citar o caso das rachadinhas, a resolução também relaciona o caso do Banco Master a Bolsonaro e ao ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta, corrupção e irregularidades”.
A estratégia de atribuir o escândalo do Master ao governo anterior já era adotada pela ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
Já em entrevista ao Poder360 em 18 de março, Edinho afirmou que a polarização política atrapalha a comunicação do governo, Declarou: “Claro, o desafio é nosso e temos que aprimorar os nossos instrumentos de comunicação para que a gente possa dialogar com esse eleitor que, inclusive, muitas vezes já votou no Lula, já votou no PT, e que nesse momento está hegemonizado por essa polarização”.



