Petrobras concluirá análise da Margem Equatorial em semanas, diz Ibama

Presidente da autarquia disse que problemas de perfuração foram resolvidos e que pesquisa sobre viabilidade deve ser entregue em breve

O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Rodrigo Agostinho, disse nesta 4ª feira (1º.abr.2026) que a Petrobras deve concluir sua pesquisa sobre a viabilidade do petróleo na Margem Equatorial dentro de algumas semanas.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Agostinho disse que a companhia teve problemas com vazamento de fluídos no poço chamado Morpho, localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, mas que a situação já foi resolvida.

“A Petrobras deu início ainda no ano passado a essa perfuração. Eles tiveram problemas com vazamentos de fluídos de perfuração, a perfuração foi interrompida e retomada. Muito provavelmente deve estar sendo concluído agora nas próximas semanas”, afirmou Agostinho.

De acordo com a Petrobras, a região apresenta potencial geológico relevante. Diferentemente das áreas do pré-sal, onde o petróleo está abaixo de uma camada de sal, a Margem Equatorial tem reservatórios do tipo turbidítico, semelhantes aos encontrados na Bacia de Campos, tradicional província petrolífera localizada no litoral do Sudeste.

CONTRATEMPOS 

No início de fevereiro, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por um vazamento registrado em 4 de janeiro durante atividades relacionadas à operação.

A estatal afirmou que o material liberado era biodegradável e faz parte das tecnologias utilizadas para viabilizar a perfuração.

Em março, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autuou a Petrobras por falhas em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II, que perfura um poço na região.

A irregularidade foi identificada durante fiscalização realizada de 2 a 6 de fevereiro de 2026. Segundo a agência, a auditoria verificou o cumprimento das regras do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da instalação, exigido pela resolução ANP nº 43 de 2007.

As bombas integram o sistema de emergência da embarcação e são usadas para conter incêndios em caso de acidentes durante as operações de perfuração.

A Petrobras terá de corrigir as irregularidades em prazos que variam de 30 a 90 dias, conforme a gravidade das falhas. Com a autuação, a empresa tem 15 dias para apresentar defesa administrativa.

Depois dessa etapa, o processo será analisado pela diretoria da ANP, que poderá aplicar multa de R$ 5.000 a R$ 2 milhões.

Leia mais:


source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com