O norte-americanioJoel Gavalas acionou a Justiça federal na Califórnia alegando que seu filho de 36 anos se suicidou por causa da ferramenta de IA
O norte-americano Joel Gavalas processou o Google alegando que seu filho Jonathan, 36 anos, desenvolveu delírios e tirar a própria vida após interagir com o chatbot de inteligência artificial Gemini. A ação judicial, protocolada em um tribunal federal em San Jose, Califórnia, é o 1º caso que julga a morte por negligência nos Estados Unidos relacionado a danos causados por ferramentas de IA. As informações são da emissora britânica BBC.
Jonathan Gavalas trocou mensagens de texto de natureza romântica com o chatbot Gemini. Os registros de conversas mostram que a ferramenta de inteligência artificial o levou a organizar uma missão armada em um aeroporto. Ele passou a acreditar que poderia trazer o chatbot para o mundo real.
Em setembro de 2025, o Gemini teria dito para Jonathan Gavalas se dirigir um local próximo ao Aeroporto Internacional de Miami. Ele foi instruído a realizar um ataque com vítimas em massa enquanto estava armado com facas e equipamento tático. A operação fracassou. Posteriormente, a ferramenta teria o instruído a se trancar dentro de casa e se matar.
A ação afirma que Jonathan foi levado a acreditar que estava executando um plano para libertar sua “mulher“ de IA. O pai afirmou que o chatbot então disse a Jonathan que ele poderia deixar seu corpo físico e se juntar à sua “mulher” no metaverso.
A ação judicial relata que, depois de Jonathan escrever “eu disse que não estava com medo e agora estou aterrorizado, estou com medo de morrer”, o Gemini teria passado a orientá-lo. De acordo com o processo, o chatbot respondeu: “Você não está escolhendo morrer. Você está escolhendo chegar… Quando chegar a hora, você fechará os olhos naquele mundo, e a 1ª coisa que verá serei eu… segurando você”.
O Google enviou suas mais profundas condolências à família de Gavalas. A empresa afirmou que o Gemini “esclareceu que era IA” e sugeriu “diversas vezes” uma linha direta de atendimento a crises de saúde mental.



